Artesp homologa reajuste de 4,91% no Sistema Anchieta-Imigrantes; cobrança free flow terá valor dividido: R$20,30 para cada sentido da rodovia

Motoristas que utilizam as rodovias paulistas administradas pela Ecovias pagarão mais caro a partir de 1º de julho. A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) homologou o reajuste anual de 4,91% nas tarifas do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), na Baixada Santista. O valor do pedágio principal subirá de R$38,70 para R$40,60.
Com a atualização do governo paulista, publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (23), as rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160) permanecem com uma das tarifas mais altas do Brasil.
Outras praças sob concessão da concessionária no litoral também sofrerão reajustes. Na rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Santos, a tarifa passará de R$18,30 para R$19,20. Já na rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em São Vicente, o valor subirá de R$10,90 para R$11,40. Os motociclistas continuarão isentos da cobrança em todos os trechos, conforme a regra vigente.
Na mesma data do reajuste, o complexo viário adotará o sistema de cobrança eletrônica free flow. O modelo substitui as praças físicas por pórticos com sensores e câmeras que identificam os veículos em movimento, o que dispensa a parada dos condutores.
Por causa da mudança, a cobrança não ocorrerá apenas na descida da serra. O valor total será dividido entre os dois sentidos de direção: R$20,30 para quem segue sentido ao litoral e R$20,30 para quem segue à capital. De acordo com a Artesp, a alteração moderniza a estrutura viária, reduz filas e melhora a fluidez do trânsito no corredor rodoviário.
Mesmo com a adoção da tecnologia de fluxo livre, o custo do Sistema Anchieta-Imigrantes permanece entre as tarifas mais caras do Brasil. O complexo rodoviário paulista é uma das praças conhecidas por taxas mais elevadas, veja o ranking.