MEMÓRIA

Santos nas copas: a conexão eterna entre o Rei Pelé e a cidade do futebol

Único jogador a conquistar três títulos mundiais, Pelé levou o nome de Santos ao topo do planeta enquanto mantinha suas raízes fixadas na Vila Belmiro


Redação
Publicado em 20/05/2026, às 10h21

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Santos nas copas: a conexão eterna entre o Rei Pelé e a cidade do futebol
Pelé fez a cidade de Santos famosa por meio do futebol - Reprodução/Arquivo/Prefeitura de Santos


A série Santos nas Copas, que detalha a relação do município com o maior torneio de futebol do planeta, destaca  a ligação indissociável entre Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, e a cidade. A imagem do Rei extrapolou os limites do esporte e criou uma associação harmônica entre o Santos Futebol Clube e o cenário internacional.

Ao longo de sua trajetória, Pelé escreveu a mais grandiosa história individual das Copas do Mundo. Ele foi protagonista de uma era em que o Brasil se tornou sinônimo de excelência, e foi estrela nas conquistas de 1958, 1962 e 1970. Em cada gol e em cada título, o nome da cidade e do clube santista eram levados aos maiores palcos da Terra.

Raízes e recordes

Um detalhe torna a trajetória de Pelé mística: enquanto outros craques brilharam em clubes europeus, ele conquistou o planeta mantendo suas raízes no solo santista. Até hoje, Pelé permanece como o único jogador na história a vencer três edições da Copa do Mundo.



  • 1958 (Suécia): aos 17 anos, marcou seis gols em fases decisivas, incluindo o gol da vitória contra o País de Gales e dois na final contra a Suécia;
  • 1962 (Chile): já consolidado como o melhor do mundo, marcou um gol antológico contra o México antes de ser afastado por lesão. A "espinha dorsal" santista garantiu o bicampeonato;
  • 1970 (México): a apoteose. Aos 30 anos, foi o cérebro da chamada Seleção de Ouro. Seus "não-gols", como o chute do meio de campo e o drible de corpo no goleiro Mazurkiewicz, tornaram-se tão lendários quanto os gols, de fato, marcados.

Cidadão do mundo, alma santista

Apesar das propostas milionárias de gigantes europeus, Pelé permaneceu na Vila Belmiro durante todo o seu auge. Para o Rei, o estádio Urbano Caldeira era seu lugar favorito, o ponto onde a mágica começava antes de ganhar o mundo.

A recepção após o tricampeonato em 1970 refletiu essa simbiose. Ao retornar com os companheiros de clube Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Edu e Joel Camargo, a cidade parou. O desfile em carro de bombeiros pela orla da praia e pelas ruas do entorno da Vila Belmiro foi marcado por uma explosão emocional dos moradores e vizinhos de bairro, que o tratavam carinhosamente como o "Edson da Vila".

Legado e roteiro turístico

Atualmente, Santos é reconhecida globalmente como a cidade do Rei. O legado é mantido vivo por meio de um roteiro de locais que remetem à sua história, como o Museu Pelé, instalado no Valongo; local definido pelo próprio ídolo como o guardião de sua memória.



Além do museu, o roteiro inclui o Monumento Camisa 10 na entrada da cidade, o Memorial das Conquistas na Vila Belmiro e o Memorial Necrópole Ecumênica, onde está sepultado. Todos estes locais foram relacionados entre si em uma página criada pela prefeitura de Santos.

Pelé provou que a lealdade e a genialidade podem caminhar juntas: ele conquistou o universo sem nunca precisar deixar o litoral paulista para ser o maior de todos os tempos.

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