A primeira fase Copa do Mundo feminina acabou, e com ela chega a hora de fazer um pacotão do que aconteceu de melhor até agora na competição. Esta parte inicial do torneio foi marcada por um recorde batido: a brasileira Marta tornou-se a maior artilheira da história dos Mundiais, incluindo futebol masculino: são 17 gols em 19 jogos, média de 0,89 por jogo.
Confira o resumo da primeira fase do Mundial:
Rainha MartaAté agora, a camisa 10 brasileira tem dois gols no Mundial. O segundo, que garantiu a vitória sobre a Itália, fez ela quebrar o recorde e superar o alemão Klose, que tinha marcado 16 vezes.
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Com recorde de Marta, Brasil vence Itália e se classifica para oitavas da Copa do Mundo
Os golaços
Kglatana (África do Sul)
Na estreia na competição, Kglatana mostrou suas credenciais logo aos 25 minutos do primeiro tempo: um gingado para cima da marcadora espanhola e um chute no ângulo, inapelável. Entretanto, não foi suficiente: a África do Sul perdeu por 3 a 1 para a Espanha.
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Gol da África do Sul! Kglatana domina e bate colocado para abrir o placar aos 24 do 1º tempo
Cristiane (Brasil)
Para quem quiser aprender a bater falta, uma aula de Cristiane, artilheira do Brasil. Com a canhota afiada, ele jogou a bola no ângulo, contou com a ajuda do travessão e brilhou na vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica, na estreia da Seleção.
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Gol do Brasil! Cristiane marca o terceiro em cobrança de falta perfeita, aos 18 do 2º tempo
Galli (Itália)
Uma pancada de fora da área, que nem a goleira conseguiu segurar. Foi assim que Galli marcou para a Itália na vitória sobre a Jamaica por 5 a 0.
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Gol da Itália! Galli arrisca de fora e solta uma bomba indefensável, aos 25 do 2º tempo
Clelland (Escócia)
A atacante escocesa esbanjou categoria para aproveitar um presente da zaga japonesa. Tocou por cima da goleira e saiu para o abraço. Entretanto, não mudou o destino da sua seleção: derrota por 2 a 1 para o Japão.
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Gol da Escócia! Ichise dá presente para Clelland, que bate por cobertura e marca, aos 43’ do 2º tempo
Gol Contra
Renard (França)
A jogadora mais alta do Mundial, com 1,87m, vacilou contra a Noruega. Ao tentar cortar um cruzamento rasteiro, completou para o gol vazio. Mas Renard também tem veia goleadora: tem três gols (a favor) pela França na Copa.
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Gol da Noruega! Herlovsen cruza pela esquerda e Renard faz gol contra aos 8 do 2º tempo
O VAR em ação
Nigéria 0 x 1 França
As principais intervenções do árbitro de vídeo na Copa foram duplas. Contra a França, primeiro o VAR mostrou o pênalti a favor da França. Renard foi para a bola e perdeu, mas, em nova consulta, ficou constatado que a goleira Nnadozie se adiantou. Na segunda chance, a zagueira francesa não desperdiçou e garantiu a vitória.
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Gol da França! Rennard cobra pênalti no alto e abre o placar para a França aos 33 do 2º tempo
Escócia 3 x 3 Argentina
O mesmo aconteceu num dos jogos mais emocionantes da primeira fase. A Argentina perdia por 3 a 0 para a Escócia, mas buscou a reação. E o VAR ajudou. Nos acréscimos, o árbitro de vídeo mostrou pênalti para as sul-americanas. Bonsegundo bateu e perdeu, mas a goleira Alexander se adiantou. Na sequência, a camisa 11 argentina converteu, eliminou a Escócia e manteve a esperança hermana - que acabou não passando para as oitavas.
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Bonsegundo bate. goleira pega, mas VAR manda voltar cobrança.
Inacreditável Futebol Clube
Popp (Alemanha)
A capitã germânica desperdiçou a chance mais fácil da primeira fase: num rebote da goleira da África do Sul, na pequena área, isolou a bola.
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Buehl chuta forte e a goleira Dlamini espalma, no rebote Popp finaliza e manda por cima do gol, aos 16' do 1º tempo
Defesas
Alexander (Escócia)
A escocesa brilhou nos duelos contra as favoritas Inglaterra e Japão. Diante das rivais britânicas, mostrou muito reflexo num chute à queima-roupa de White.
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Após escanteio, White finaliza na sobra, mas Alexander defende, aos 26' do 1º Tempo
Correa (Argentina)
A veterana goleira de 35 anos brilhou contra a Inglaterra na derrota por 1 a 0. Foram pelo menos duas defesas espetaculares, com direito a um pênalti bloqueado.
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Aldana Cometti defende pênalti de Parris, aos 28' do 1º tempo
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Parris pega o rebote e chuta forte para grande defesa de Correa, aos 6' do 2º tempo
Van Veenendaal (Holanda)
A neo-zelandesa Gregorius já achava que tinha marcado, mas não contava com a agilidade de Van Veenendaal, que salvou a Holanda com uma linda defesa na vitória por 1 a 0.
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Gregorius recebe cruzamento e finaliza, obrigando van Veenendaal a fazer grande defesa, aos 06' do 2º tempo
Endler (Chile)
Enfrentar duas das melhores seleções do mundo, como Suécia e Estados Unidos, fez com que a chilena Endler trabalhasse. A gente fica com esse pequeno milagre contra as suecas:
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Sembrant cabeceia no cantinho, e Endler faz um milagre aos 25 do 1º tempo
Cantoria em alta
Chegar em alto astral para as partidas foi norma para algumas das seleções no Mundial. E uma chance para conhecer um pouco da cultura de cada país. As brasileiras, por exemplo, fizeram roda de samba na chegada aos jogos.
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Os bastidores da vitória do Brasil sobre a Itália na Copa do Mundo de Futebol Feminino
As argentinas vieram com música tradicional local e cantavam a plenos pulmões: "seguimos adiante, coração a coração".
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Jogadoras da Argentina chegam animadas e cantando para a partida contra a Escócia na Copa do Mundo de futebol feminino
Mas quem deu show foram as sul-africanas. Elas não só cantaram como também dançaram e foram atração ainda antes de a bola rolar.
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Jogadoras da África do Sul cantaram e dançaram antes de enfrentar a Espanha
A emoção
Ouvir o hino nacional numa Copa do Mundo é algo marcante para uma jogadora de futebol. As argentinas se emocionaram demais e chegaram a chorar durante a execução.
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Jogadoras da Argentina se emocionam na execução do hino antes da partida contra a Escócia
No Chile, não tem esse negócio de protocolo de 30 segundos, não. A música parou, mas jogadoras e torcedores levaram o hino acapella antes de enfrentar a Tailândia.
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Em campo, seleção do Chile canta o hino acapella
Para outras seleções, um simples gol marcado é motivo de festa. Não importa que a Tailândia tenha sido goleada por 5 a 1 pela Suécia: a atacante Sung-Ngoen entrou para a história, e a gerente do time, Nualphan Lamsam, foi às lágrimas.