Acordo com a Saint-Gobain não envolveu recursos de caixa; início das obras depende de licenças da Cetesb e da criação de um fundo de investimento

O Santos anunciou na sexta-feira (21) a incorporação de um terreno de 700 mil metros quadrados na área continental de São Vicente, no litoral de SP, voltado para a futura construção do Centro de Treinamento das categorias de base.
Segundo o clube, a transação não envolveu desembolso financeiro direto por parte do Peixe. A propriedade, que pertencia à parceira multinacional Saint-Gobain, foi repassada ao clube em troca de ativos comerciais e contrapartidas de publicidade.
O presidente Marcelo Teixeira classificou o acordo como um “marco patrimonial da sua gestão”, dizendo que a área servirá para modernizar o aparato esportivo do clube nos próximos anos.
Por trás do otimismo da diretoria, porém, a consolidação do CT ainda enfrenta um longo caminho regulatório e financeiro antes que qualquer maquete saia do papel.
Apesar do anúncio da posse, o torcedor santista terá que esperar.
O Santos não estabeleceu uma data para o início das obras porque o terreno ainda precisa passar por um rigoroso processo de licenciamento junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), o que inclui a elaboração de estudos de impacto ambiental.
Além da trava burocrática, há o desafio de custeio.
Para erguer as instalações sem comprometer o fluxo de caixa, a gestão santista tenta estruturar um fundo de investimento focado exclusivamente no projeto da base.
A diretoria informou que o modelo de captação de recursos segue em fase de elaboração e só será detalhado ao mercado após a conclusão dos laudos técnicos e licenças ambientais.