NOVAMENTE

Santos é punido e recebe terceiro transfer ban em 2026

Caso envolve José Francisco Belman Gonzales, que era treinador de goleiros da comissão do técnico português Pedro Caixinha

Vila Belmiro
Clube deve pagar 200 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,1 milhão - Fernanda Luz/Agência Paulistão


O Santos voltou a integrar a lista de clubes impedidos de registrar novos jogadores após uma decisão da Fifa relacionada a uma pendência financeira com um ex-integrante da comissão técnica de Pedro Caixinha.

A medida foi aplicada no início da noite desta quinta-feira (8), após o clube sofrer derrotas tanto na entidade máxima do futebol quanto na Corte Arbitral do Esporte (CAS).

O caso envolve José Francisco Belman Gonzales, que trabalhava como treinador de goleiros da equipe comandada pelo técnico português.

Segundo a FIFA, o Santos deve pagar 200 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,1 milhão, considerando a cotação oficial do Banco Central do Brasil em 14 de abril de 2025.

A quantia corresponde à indenização pela rescisão contratual e terá acréscimo de juros anuais de 5%, calculados desde aquela data até a quitação integral da dívida.

Entenda a origem da dívida

Belman e os demais integrantes da comissão técnica de Caixinha foram dispensados pelo Santos em 14 de abril de 2025.



Após o encerramento dos contratos, os profissionais cobraram as multas rescisórias previstas, que somavam cerca de R$ 15 milhões.

Diante das dificuldades financeiras, o clube tentou negociar o parcelamento dos valores, mas as tratativas não avançaram. Com isso, Caixinha e seus auxiliares recorreram à Fifa para cobrar as quantias previstas em contrato.

A entidade condenou o Santos ao pagamento dos valores. Posteriormente, o clube recorreu à Corte Arbitral do Esporte. No mês passado, porém, o CAS confirmou a decisão anterior, mantendo a obrigação de pagamento.



Este é o terceiro transfer ban sofrido pelo Santos neste ano.

Antes, o clube já havia recebido a mesma punição por dívidas relacionadas à contratação do zagueiro João Basso, junto ao Arouca, de Portugal, em fevereiro, e pela falta de pagamento de 2,032 milhões de euros, equivalentes a cerca de R$ 12 milhões, ao Monaco (França) pela transferência de João Lucas.

A dívida com o clube francês foi quitada com o auxílio da NR Sports, empresa do pai do atacante Neymar Jr.



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