Com influência do pai, menina que enfrentou UTI no primeiro ano de vida, mostra talento raro no skate e no surfe e chama atenção

Na beira da praia ou sobre as rodas de um skate, ela não é só uma menina de 3 anos, é um espetáculo à parte. Desde os 2 anos, o mar e a pista se tornaram o cenário natural de Júlia Corrêa, filha do surfista profissional Deivid Silva, em Bertioga, no litoral paulista.
🏄🏼♀️🛹| Filha de surfista profissional impressiona no skate e surfe aos 3 anos em Bertioga; veja
— Portal Costa Norte (@costanortenews) August 8, 2025
Com influência do pai, menina que enfrentou a UTI no primeiro ano de vida, mostra talento raro no skate e no surfe e chama atenção
🎥| Arquivo pessoal/Beatriz Corrêa pic.twitter.com/6NEPda9lLh
Deivid Silva reconheceu cedo o potencial da filha. “A Júlia nasceu com esse talento. Desde de quando ela começou a querer andar de skate, eu via que tinha um pouco mais de talento. Tudo que ela pegava para fazer, ela fazia bem feito”. Ele lembra que, no surfe, a adaptação também foi imediata: “Eu empurrava ela na onda, e ela já ia ficando em pé”.
O talento não chama atenção apenas da família. O contraste entre a idade e a habilidade de Júlia encanta quem a vê: “As pessoas ficam impressionadas pelo tamanho dela; ela é bem pequena e muito nova. Quando ela vai no skate, a galera fala ‘caramba, como pode tanta habilidade?’", narra Deivid.
Entre manobras, risadas e a companhia da irmã mais velha, Isabella, de 7 anos, Júlia mostra que talento, quando é dom, encontra caminhos para florescer cedo, e vence o que for preciso. Quem a vê assim hoje, nem imagina o que ela já passou no primeiro ano de vida. Deivid conta que a filha já foi internada diversas vezes, inclusive, na UTI, por causa de sérias dificuldades respiratórias. "A Júlia teve um problema respiratório bem no começo [da vida]. Ela teve várias bronquiolites, então foi bem difícil, até um ano de idade".
No começo, os pais não sabiam a causa dos problemas. "Até a gente descobrir que ela tem uma alergia à proteína do leite. Ela foi para a UTI três vezes; foram sete internações. Foi bem cansativo, mas hoje ela aproveita o máximo possível". Atualmente, Júlia segue com restrições alimentares, mas sem internações há quase um ano.

Deivid acredita que o incentivo familiar faz diferença: “Eu acho que isso vai mais do incentivo da família, dos pais. Lógico que tem crianças que nascem com um pouco mais de talento, mas se você consegue incentivar… Cada criança tem o seu talento”.
Quando o assunto é segurança, o pai é cuidadoso. “Esses esportes radicais sempre têm um pouco de risco. O skate em si é um esporte que machuca bastante. Mas eu sempre tento deixá-las o mais seguras possível, com capacete, joelheira, cotoveleira, as proteções de mão também, por ser um esporte de risco”, explica.
Como no surfe existe o risco de afogamento, Deivid já pretende colocar Júlia nas aulas de natação; mais um esporte para o currículo da miniatleta. “Tem o perigo de se afogar, então eu sempre tento ensinar elas a nadar. Vou colocar elas na natação para realmente aprenderem, porque é o risco maior do surfe”.
No skate, o pai lembra que nem sempre Júlia encarou as rampas com confiança: “No começo, eu dava a mão para ela, descia junto com ela, mas depois que ela pegou o jeito, falei: ‘você consegue’”.

Beatriz Corrêa, mãe das meninas, também percebeu cedo que a caçula tinha dons: “A Júlia, desde os 2 aninhos, começou a ver o papai surfar e a ter vontade de fazer o mesmo. Vendo a irmã mais velha com skate, ela também despertou o interesse, e logo que pegou o skate pela primeira vez já ficou em pé”.
Ela diz que a sintonia entre as irmãs é visível: “Elas são muito parceiras, felizes e com interesse em explorar, aprender e se superar entre elas”.
Ela é muito esperta, não tem medo de nada. Ela só vai e faz. É um dom de Deus, pois tem muitas habilidades em diversos esportes", afirma a mãe.
Deivid também fala sobre os sonhos da filha mais velha: “A Bella diz que quer ser surfista por me ver competindo. Todo dia ela pede pra ir surfar. Ela fala que quer ser igual ao pai”. Ele prefere manter o surfe como diversão para a filha: “Hoje eu deixo ela só se divertir. Às vezes, ela pede para competir, aí as competições que têm aqui perto eu levo ela”.
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O surfista ainda faz um alerta sobre a importância da educação física nas escolas: “Falando a verdade, as escolas ainda pecam um pouco. Têm que ensinar as crianças a aprender a educação física desde cedo”.
O pai entende que os esportes poderiam ser ensinado de uma maneira melhor no ambiente escolar. "Eu acho que isso poderia ter nas escolas; realmente ensinar os fundamentos do esporte em si".

Deivid também iniciou cedo no esporte. Ele começou a surfar aos 3 anos e disputou sua primeira competição aos 5, em Bertioga, quando foi campeão de uma categoria acima da dele.
Eu comecei cedo, aos 3 anos de idade. Meu pai [Clayton Silva] também já era surfista, ele já competia, então tem toda uma linhagem. Isso incentiva; o pai e a mãe fazendo esportes, incentiva a criança a fazer também.
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Deivid faz parte da elite do surfe mundial, com destaque para o 2° lugar no México, no CT, e dois títulos do Challenger Series, em Ribeira D’ilhas, Portugal, e Ballito, na África do Sul. “É muito gratificante poder ver que elas estão seguindo pro esporte. Elas amam o skate, o surfe, fazer ginástica [olímpica]”.
No Dia dos Pais, Deivid sempre tem dois motivos para se orgulhar. Quem quiser acompanhar o talento de Júlia e da irmã Isabella, pode segui-las no perfil no Instagram: @bellaa_juliaa.