COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Atleta de Caraguatatuba busca apoio para disputar mundial de jíu-jitsu

Campeã pan-americana juvenil, Helena Ferreira Siqueira quer representar o Brasil no World Jiu-Jitsu Championship, em Los Angeles, nos Estados Unidos


Redação
Publicado em 02/04/2025, às 11h06

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Helena iniciou no esporte aos 14 anos, por meio de um projeto social - Reprodução/Instagram @helenaybjj
Helena iniciou no esporte aos 14 anos, por meio de um projeto social - Reprodução/Instagram @helenaybjj


A jovem atleta Helena Ferreira Siqueira, de 16 anos, coleciona títulos no jíu-jitsu e, agora, tem um novo desafio: competir no World Jiu-Jitsu Championship, em Los Angeles, entre 28 de maio e 1º de junho. A atleta de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, busca apoio financeiro para cobrir gastos com alimentação, materiais esportivos e deslocamento durante o evento.

Helena iniciou no esporte aos 14 anos, por meio de um projeto social. Com apoio da família e dedicação intensa, passou a treinar três vezes ao dia na academia do professor Ronaldo Reis. Em pouco tempo, alcançou a faixa azul e começou a competir em âmbito estadual e nacional, onde conquistou resultados expressivos.

A atleta já soma títulos importantes, que inclui o de campeã brasileira juvenil faixa azul (2023), campeã paulista em duas etapas do circuito estadual e vice-campeã mundial em evento realizado em São Paulo. No Pan-Americano deste ano, disputado na Flórida, conquistou o ouro da categoria e a prata no absoluto, mesmo ao enfrentar uma adversária com 14 quilos a mais.



Helena concilia os treinos com os estudos no 2º ano do ensino médio na escola estadual Avelino Ferreira. Segundo a atleta, o esporte teve impacto além do tatame. “O jíu-jitsu ajudou a melhorar minha disciplina, minha saúde e minha forma de lidar com as pessoas. Antes eu tinha dificuldade para me comunicar, principalmente com pessoas mais velhas. Hoje me sinto mais segura, mais respeitosa e mais responsável”, disse.

Apesar do sucesso, Ronaldo Reis, professor da atleta, explica que os custos para competir internacionalmente representam um obstáculo. A equipe cobre passagem e hospedagem, mas alimentação, suplementação e uniformes ainda dependem de patrocínio. "A rotina exige estrutura. São três treinos diários, cinco vezes por semana. A demanda por kimono e alimentação adequada é alta". Para viabilizar a ida ao mundial, a família de Helena busca apoio de empresas e pessoas físicas. Interessados em ajudar podem entrar em contato com por meio do Instagram @helenaybjj, perfil monitorado pelos responsáveis pela atleta.

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