Atleta acidentado durante campeonato de futebol em Bertioga passa bem

Costa Norte
Publicado em 18/08/2017, às 11h31 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h06

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André Silva sofreu um traumatismo craniano leve ao colidir com um atleta do mesmo time

Uma dividida de bola aérea, durante o Campeonato Bertioguense de Futebol, causou comoção nos atletas e público presente no Campo Grêmio, no Centro. O atleta André Silva, conhecido como Dedé, 39 anos, desmaiou em campo após o cotovelo de um jogador do mesmo time atingir sua cabeça na disputa pela bola. O acidente gerou polêmica nas redes sociais devido ao tempo de espera pelo atendimento e falta de recursos do Hospital de Bertioga.

Segundo relatos, a equipe do serviço de atendimento móvel de urgência (Samu) demorou a chegar no local, e o atleta ficou desacordado por cerca de 55 minutos à espera de socorro. A diretora de Saúde da prefeitura de Bertioga Simone Papaiz concedeu entrevista ao Sistema Costa Norte de Comunicação e explicou que a demora no atendimento ocorreu devido ao equívoco da população na hora de acionar o Samu. "Muitas pessoas ligaram para a polícia e para as unidades hospitalares, e essa não é a forma como o Samu é acionado. O correto é ligar para o 192", explicou.

Simone afirmou que a equipe levou cerca de 12 minutos para socorrer a vítima. "O chamado ocorreu às 12h47, dois minutos depois, às 12h49, esse chamado chega para a nossa central. Eles fazem a ficha, anotações, e às 12h58 nossa viatura é acionada e chega ao local às 13h. Nosso tempo de resposta foi de 12 minutos", esclareceu a diretora.

Depois de dar entrada no hospital, Dedé passou pelo raio-x, mas, devido à gravidade da situação, precisou realizar uma tomografia no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos. "A tomografia não mostrou nenhuma alteração, mas existe um protocolo que define que o paciente deve ser monitorado após 12h, 24h, 48h e 72 horas. Então, ele ficou em observação no hospital até quarta-feira [16]. A informação de que não tivemos condições de atendê-lo é inverídica", disse Simone.

Dedé conversou com nossa reportagem e elogiou o atendimento do hospital. "Não tenho do que reclamar. O doutor Lucas, a doutora Mirani, a turma de enfermagem e até a da faxina, me trataram muito bem. Mas o socorro realmente demorou, pelo que me disseram. O médico me disse que se eu tivesse convulsionado poderia ter morrido".

André ainda tem fortes dores de cabeça e náuseas, mas passa bem. Seu único pedido é por melhores condições para os atletas do campeonato. As reclamações chegaram ao conhecimento da Secretaria de Saúde e da Diretoria de Esportes, que reavaliaram o sistema e decidiram orientar os agentes para emergências. "São diversos jogos acontecendo ao mesmo tempo em campos distantes. Não há como disponibilizar ambulâncias em cada campo. Qualquer eventualidade com jogador ou no entorno do jogo, o canal de chamada será o 192.

Marina Aguiar

Foto: Arquivo Pessoal Facebook

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