A grande luta do pequeno Miguel

Costa Norte
Publicado em 06/09/2017, às 13h40 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h08

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Diagnosticado com uma doença rara, o menino de seis anos superou as dificuldades, entrou para o caratê e já ganhou sua primeira medalha

Com 6 anos, Miguel Santos Perez já sabe lutar pelo que quer. No dia 19 de agosto, conquistou uma medalha no caratê, na modalidade Katá, na IV Copa André Ferreira, em Cubatão. O feito, inimaginável há um ano, emocionou a família e os amigos, que não pode desgrudar do cilindro de oxigênio e da cânula no nariz. Devido a um refluxo, quando tinha 1 ano e 8 meses, Miguel foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Hospital Santa Helena, em São Paulo. Sem diagnóstico, o garoto passou um ano hospitalizado, respirando com a ajuda de aparelhos, e foi desenganado pelos médicos. Ele saiu da UTI e passou a receber o tratamento em casa, com o serviço de Home Care. Após quatro anos sem resultados, a família de Miguel procurou a Santa Casa de São Paulo por indicação de um médico. "Lá fizeram a biópsia e descobriram que ele tem insuficiência de surfactante. Ele não insufla os alvéolos do pulmão e, por isso tem dificuldade de respirar", explicou a mãe Samara Santos. O surfactante é um líquido que reduz a tensão do alvéolo pulmonar, prevenindo colapso durante a expiração. A falta de surfactante é uma doença rara e faz com que Miguel precise de oxigênio artificial durante 24 horas por dia e tenha limitações para realizar algumas tarefas do dia a dia. "O uso do cilindro de oxigênio poderia impedir ele de fazer algumas coisas, mas a gente não deixa que isso atrapalhe em nada", disse Samara.

Marina Aguiar

Bertioga Foto: JCN

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