Projeto Habitar-Brasil pode liberar verba e começar até o fim do ano

Com um déficit habitacional de aproximadamente cinco mil moradias, Bertioga enfrenta um de seus maiores problemas, o que também tem gerado uma grave crise social. A adoção de programas visando a construção de moradias populares é o enfoque principal da administração de Lairton Gomes Goulart, que espera ver o projeto Habitar-Brasil/BID se consolidar até o fim deste ano.
“Conseguimos reinscrever Bertioga no programa e, em pouco tempo, encaminhamos a Brasília toda a documentação necessária para que o projeto possa acontecer”, disse o prefeito, que acredita na possibilidade de concretizar o convênio e iniciar o projeto até o fim deste ano. O programa Habitar Brasil, do governo federal, conta com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, para ser aplicados na desfavelização em vários municípios do país. Em 1999, a verba estimada para todo o programa era de R$ 250 milhões.
Para Bertioga, estão previstos, inicialmente, R$ 9 milhões, valor que poderá chegar a R$ 14,8 milhões para atender 1.100 famílias que vivem hoje nos núcleos de Vicente de Carvalho II, Indaiá e Boraceia, os primeiros a ser beneficiados. As obras serão fiscalizadas pela Caixa Econômica Federal.
Uma das exigências para a viabilização do projeto é que o município controle essa ocupação desordenada e evite novas invasões, o que vem sendo feito após convênio entre a prefeitura e o 3° Batalhão da Polícia Florestal e de Mananciais.
O prefeito alerta que a comunidade precisa ajudar a controlar as invasões e estar ciente dos problemas que essas ocupações acarretam. Segundo Lairton Goulart, trata-se até de uma questão de segurança para a comunidade, pois nunca se sabe qual tipo de pessoa está invadindo uma área. Recentemente, em Boraceia, marginais tomaram uma área de risco, chegando a causar perigo e insegurança para a própria população, afirma o prefeito, lembrando que todos saem prejudicados numa situação como essa.