
Se, 19 anos são considerados pouco tempo de vida para uma pessoa, quiçá para uma cidade! Mas, mesmo com tão pouco tempo de emancipação político-administrativa, Bertioga cresceu, na medida do possível, abraçou suas oportunidades e, sem relegar sua vocação primeira, e privilegiada, de estar inserida na Mata Atlântica, alcançou o patamar de destaque das demais cidades da região.
Agora surge uma nova oportunidade, um novo rumo ligado às expectativas de exploração de petróleo na camada pré-sal da Bacia de Santos. Tema que vem mexendo com a cabeça de muita gente, já que foi aberta uma verdadeira corrida para abocanhar fatias deste promissor mercado.
O momento exige discernimento e, acima de tudo, comprometimento com a cidade. Planejar cada passo, com a preocupação permanente de não cometer os mesmos erros de outras regiões é condição primeira, sem dúvida. Mas, na mesma proporção, é necessário estar atento aos prazos, a urgência e à profissionalização que este novo mercado impõe. Quem não se apressar e não estiver preparado, vai ficar de fora. É uma sentença!
Turismo, pesca, meio ambiente e construção civil são as vocações primeiras de Bertioga, indiscutivelmente. Mas é chegada a hora de ter iniciativa para alavancar outros setores, de forma a garantir o sustento e a qualidade de vida dos seus habitantes, que já beiram os 50 mil.
Diante deste panorama esperemos que todas as discussões sejam feitas de forma democrática e com pensamento na sociedade como um todo. Este é o caminho mais indicado, ou, talvez, o único caminho.