1997

Cultura reclama espaço

Artistas reivindicam local para atividades


Da Redação
Publicado em 21/08/2019, às 08h52 - Atualizado em 26/08/2020, às 22h06

FacebookTwitterWhatsApp

Imagem Cultura reclama espaço


O que fazer para se distrair em Bertioga? Não há cinemas, teatros, salas de vídeo e exposições abertas à população e nem mesmo um centro de convenções. Para quem aprecia um bom filme, espetáculos teatrais, musicais ou um bom show, o jeito é ir para o Guarujá e Santos que concentram maior número de espaços culturais, ou enfrentar o trânsito e a agitação e se aventurar por São Paulo.

Porém, apesar da falta de espaços culturais, Bertioga surpreende. E cada vez maior o número de crianças que desponta com potencial para as artes, seja na pintura, escultura, desenho ou música. Basta verificar o trabalho dos menores na Fundação de Artes e Ofícios de Bertioga, que irá completar três anos de atividade no próximo dia 21, onde desponta novos talentos.

Imagem acervo site

Outro detalhe importante é que a tranquilidade de Bertioga, a generosidade de seu ovo e o ato de a cidade ajudar as pessoas a conviver melhor abriga incontáveis artistas plásticos, muitos que procuram, para poder criar. Exemplo é Ada Orzina de Oliveira Gerger, 83 anos, que passou a retratar Bertioga em seus quadros, contos e poesias, mas até hoje não conseguiu mostrar seu trabalho por falta de espaço adequado.

A artista plástica Iramar Penteado, 57 anos, natural do Rio de Janeiro escolheu Bertioga para fixar residência há dois anos e meio quando veio à procura de tranquilidade fugindo da violência do Rio de Janeiro. Responsável pela coordenação da Mostra Internacional de Arte Postal em exposição da Colônia de Férias do Sesc Bertioga, ela tem procurado trazer exposições para a cidade mas tem encontrado um problema grave. Não há espaço adequado para o artista. Todas as exposições e eventos importantes acabam sendo feitos na Colônia de Férias do Sesc, o mais importante local hoje que abriga atividades culturais.

O artista precisa ser tratado com respeito. A própria Casa do Artista está abandonada desde a última administração". Segundo Iramar, é importante criar espaços voltados a exibições de  vídeo, cinema, exposições de arte, teatro e locais para palestras e debates para atender a comunidade que precisa ter despertado o interesse pela cultura.



Imagem acervo site

POVOAMENTO

Alguns anos depois, surge o primeiro núcleo de população portuguesa na região, o lusitano Diogo de Braga com sua mulher e cinco filhos. Conforme relatos do navegador alemão Hans Staden, os filhos deste casal, João, Diogo, Domingos, Francisco e André, foram os construtores da paliçada de madeira, que depois se transformou no Forte de São Tiago (hoje, Forte São João). Em 1547, a paliçada foi substituída por alvenaria de cal e pedras. Na época, o povoamento já estava instalado na pequena linha da praia, que era defendida pelo Outeiro de Buriquióca, hoje morro da Senhorinha.



VILA

Em 1553, o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Souza, escreveu uma carta relatório onde informava a fundação de mais uma vila na Capitania de São Vicente, chamada Bertioga, porém, somente no ano de 1953, a região obteve sua real elevação à categoria de Vila, com a criação do distrito de Bertioga, integrante do município de Santos.

Por aqui passaram os padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, que tentaram manter a paz entre os colonizadores e os Tamoios. Outro acontecimento importante, na cidade foi em 1565, quando Estácio de Sá partiu de Bertioga com sua esquadra para fundar a cidade do Rio de Janeiro



Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!