Bertioga cresce mais de 48% em cinco anos

Administrar o crescimento populacional e oferecer condições de desenvolvimento é o maior desafio


Da Redação
Publicado em 30/07/2019, às 08h17 - Atualizado em 26/08/2020, às 22h06

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Arquivo JCN
Arquivo JCN


Como administrar uma cidade nova, com apenas seis anos de emancipação, e cuja população aumenta a cada dia, é o grande desafio da administração municipal que contesta, inclusive, os dados oficiais do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dos 11.473 habitantes registrados pelo Censo de 1991, chegou-se a 17.016 em levantamento feito pelo IBGE, em 1996, apontando crescimento de 48,31% no prazo de cinco anos.

Porém, segundo o prefeito Luiz Carlos Rachid, a população atual está em torno de 25 mil a 30 mil habitantes, levando-se em conta a coleta de lixo, atendimento hospitalar e educacional que aumentou na cidade. Além dos problemas comuns, Bertioga enfrenta, ainda, a alta temporada quando passa a receber mais de 150 mil pessoas, o que demanda mais investimentos para atender a comunidade local, veranistas e turistas.

A medida adotada pelo prefeito Rachid no início do ano, de decretar estado de calamidade pública, "não entendida por muitos", como ele mesmo frisou, acabou repercutindo positivamente e de maneira eficaz. "Através dela, houve uma mobilização de autoridades estaduais, com apoio do governador Mário Covas, que fez com que investimentos da Sabesp, da ordem de R$ 31 milhões, para obras de saneamento básico, realmente fossem aplicados. Hoje, a cidade é um verdadeiro canteiro de obras e Bertioga está crescendo com estrutura, diferentemente do que aconteceu com outros municípios da Baixada Santista,  que enfrentam problemas de saneamento intransponíveis até hoje".



A proposta de governo itinerante, que chega aos bairros para ouvir  reivindicações diretamente da comunidade, foi uma alternativa encontrada para descentralizar as ações e colocar a administração mais perto da realidade da população. Essa proximidade é importante devido à própria extensão territorial do município.

Recursos - Porém, a receita para administrar é contar com a "compreensão da população e o apoio de todas as forças políticas da cidade, em especial da Câmara Municipal". Para Rachid, o essencial para a geração de recursos é contar com uma política tributária que garanta justiça fiscal. E isso só será possível com a elaboração da Planta Genérica de Valores e do Código Tributário, para que todos os tributos sejam cobrados de forma correta, evitando inadimplências.

A aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado também é essencial para traçar as diretrizes básicas para o crescimento ordenado de Bertioga. Segundo Rachid, o Plano Diretor deverá ser encaminhado ao Legislativo ainda este semestre para apreciação, após ter sido retirado da casa para nova análise da equipe técnica da prefeitura. "A nova estrutura deste governo tende  ter maior agilidade. O plano anterior não contemplava a nossa forma de entender o governo em alguns aspectos". A administração também esta efetuando convênios com a prefeitura de São Paulo, para contar com tecnologia em áreas como habitação, educação, meio ambiente e outras com o intuito de obter informações que possam trazer soluções mais rápidas e modernas. Porém, "o maior desafio de uma administração séria é compatibilizar o desenvolvimento da cidade sem perder o que temos de mais precioso, que é o meio ambiente, a beleza de nossas praias, rios e matas".



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