Durante o debate, o religioso foi chamado de "padre de festa junina" por Soraya Thronicke (União Brasil)

Após o último debate antes da eleição 2022, nesta última quinta-feira (29), na Rede Globo, surgiram grandes dúvidas sobre o candidato Padre Kelmon (PTB) ser ou não ser padre.
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Durante o debate, o religioso foi chamado de "padre de festa junina" por Soraya Thronicke (União Brasil), que perguntou se ele teria "medo de ir para o inferno" por não ter dado "extrema-unção" a nenhuma das 686 mil vítimas da covid-19 no Brasil.
As posições de Kelmon repercutiram pela defesa que fez da pauta antiaborto, por afirmar que os negros não precisam de cotas e também por elogiar e defender o presidente Bolsonaro durante o debate.
Kelmon se autodenomina padre, no entanto ele é membro da Igreja Ortodoxa, de acordo com uma nota publicada e assinada pelo arcebispo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia do Brasil, Dom Tito Paulo George Hanna, no dia 14 de setembro.
A Igreja Católica afirmou que o candidato não é e nunca foi sacerdote ou membro do clero em nenhum dos três graus da ordem: bispo, presbítero ou diácono.
Kelmon, entretanto, divulgou uma nota da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru, afirmando que a entidade é reconhecida pelo governo peruano e que o candidato é um dos membros mais ilustres das missões.
O presidenciável é responsável pela Missão Paroquial Ortodoxa Malankar de São Lázaro na Ilha da Maré, na Bahia. Kelmon é ainda reconhecido pela Santa Igreja Ortodoxa como "pároco interino sediado no Vicariato Episcopal do Brasil".
A nota ainda informa que Kelmon se afastou da Igreja no dia 2 de agosto, devido ao conflito de interesses, com uma licença eclesiástica.
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