Pesquisa da Febraban apontou ainda que, para 63% dos entrevistados, ser homem ou mulher é indiferente como fator de escolha do voto a prefeito

A pouco mais de um mês para as eleições municipais, e em plena campanha eleitoral, o brasileiro começa a definir seus candidatos a prefeito e vereador. Entre as preferências, a religião ganha espaço como critério e é citada como pouco importante, ou não importante, para 62% dos eleitores. Essa é uma das conclusões da pesquisa mais recente do Observatório Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em parceria com o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) que, entre outros aspectos, levantou o perfil ideal dos candidatos para as próximas eleições.
Os que defendem a religião do candidato como importante para a escolha do voto alcançam 23%, e os que responderam que ela é muito importante somam 13%. Em contrapartida, 14% consideram a religião pouco importante e 48% afirmam que ela não tem importância para a escolha do candidato.
Regionalmente, o Centro-Oeste (42%), seguido de Norte e Nordeste (39%), Sudeste (38%) e Sul (24%) consideram a religião como importante ou muito importante na escolha do candidato. A região Sul (73%) entende que a religião é pouco ou nada importante na decisão do voto, seguida do Nordeste e Sudeste (59%), Norte (57%) e Centro-Oeste (56%).
Aqueles que disseram ser indiferentes ao fato de seu candidato ser da mesma religião representam 81%. Outros 16% disseram preferir candidatos que professem a mesma religião.
A pesquisa perguntou ainda sobre o sexo do candidato. Para 63% dos entrevistados, ser homem ou mulher é indiferente como fator de escolha do voto a prefeito. Outros 21% preferem candidatos homens, e 14%, mulheres.
Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros quer renovação na hora de escolher o novo prefeito: 39% querem alguém que tenha experiência política, mas que não tenha sido prefeito ainda; e outros 24% dizem preferir alguém que seja novo na política. Somando as duas alternativas, 63% dos eleitores apostam em um novo nome na prefeitura. Aqueles que preferem um candidato que já tenha sido prefeito somam 25%.
O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, afirma: “As eleições municipais são as que têm maior preocupação do eleitor com sua realidade. Isso aumenta o entendimento de que é preciso ser muito responsável na escolha de representantes que irão executar as políticas e ações que afetam suas comunidades, nos próximos anos”.