Experiência integra a Olimpíada Brasileira de Foguetes e alia ciências, matemática e educação ambiental, com foco em prática

Estudantes da rede municipal de São Vicente, no litoral paulista, participarão de uma atividade que levará teoria e prática ao mesmo tempo para o céu. A partir das 8 horas desta quarta-feira (14), alunos da Unidade Educacional Carolina Dantas, no bairro Catiapoã, lançarão foguetes com propulsão a água e ar, construídos com materiais reciclados. A atividade ocorre no 2º Batalhão de Infantaria Leve Aeromóvel Martim Afonso, na avenida Antônio Emmerich.
Mais tarde, às 13 horas, outros 15 estudantes da UE Pastor Joaquim Rodrigues da Silva também lançarão seus protótipos na área externa da própria escola, localizada no bairro Náutica III. A ação integra a Olimpíada Brasileira de Foguetes, com medalhas para os grupos que atingirem maior distância.
O projeto utiliza materiais recicláveis e envolve conteúdos de ciências e matemática, para estimular o raciocínio lógico, o trabalho em equipe e a aplicação de conceitos teóricos como ângulos, velocidade, direção do vento e retas paralelas e concorrentes. Eliana Barbalho, professora da UE República de Portugal e coordenadora do cursinho, explica que a matemática só tem sentido se for praticada, e é no cotidiano que isso acontece. “Quando colocamos isso tudo na prática, fica bem divertido e faz mais sentido para eles, além de prepará-los melhor para uma formação no ensino superior e no mercado de trabalho”, completa.
Giovanna Victória Freitas, de 14 anos, aluna do 9º ano da mesma escola, comemorou sua participação. “A teoria é cansativa, porque temos que copiar, ler e reler, mas é necessária. A prática foi mais emocionante, porque a gente se esforçou, fez o trabalho e quando viu o foguete voar tão longe, foi incrível, gratificante demais”, disse após alcançar 160 metros com o modelo que construiu com duas colegas.
Antes de cada lançamento, a assessora pedagógica Eliana Isidoro orienta os alunos sobre os fatores que influenciam o desempenho dos foguetes, como o ponto de massa e a estabilidade, que vão contribuir para o foguete atingir uma velocidade de até 80km/h e uma distância superior a 200 metros, como aconteceu na segunda-feira (12) com alunos da UE República de Portugal. “Na parte superior, abaixo do bico do foguete, coloca-se uma bexiga com água, que é o ponto de massa. Em uma espaçonave real, é o local onde ficam os astronautas”, explica. Eliana participa da Olimpíada desde 2008 e é formada em ciências biológicas.
A iniciativa é uma parceria com o cursinho Cellula Mater e o Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria de Educação (Seduc).