Governo federal volta a repetir o velho erro: confundir compaixão com complacência

A notícia de que o Palácio do Planalto discute oferecer assistência a familiares de mortos na megaoperação policial no Rio de Janeiro é mais do que um gesto simbólico, é a reafirmação de uma visão distorcida sobre o papel do Estado e o conceito de Justiça.
Enquanto o país tenta retomar o controle sobre territórios dominados por facções armadas, o governo se mostra mais preocupado com a narrativa política do que com a autoridade institucional.
Não há menção a apoio psicológico para os policiais que participaram da operação. Não há planos de amparo para as famílias dos agentes feridos. Não há palavra alguma sobre os moradores aterrorizados há décadas pelo crime.
O foco, mais uma vez, está nos “mortos da operação” e não nas vítimas do narcotráfico.
Essa é a marca histórica do Partido dos Trabalhadores: um discurso que romantiza criminosos, deslegitima a ação policial e transforma a lei em instrumento ideológico. O mesmo partido que chama traficantes de “vítimas do sistema” é o que se cala diante dos cidadãos reféns do medo.
Enquanto isso, quem arrisca a vida nas ruas é tratado como agressor.
O Brasil vive um dilema grave: parte da elite política prefere “condenar a polícia” do que enfrentar a realidade.
Mas a realidade é simples e brutal. Sem operações firmes, o tráfico toma o lugar do Estado. Sem o Estado, quem governa é o crime.
Não há paz possível onde a lei é relativizada. Não há justiça quando o governo hesita entre proteger o cidadão ou agradar militantes. A operação no Rio não foi um ato de violência gratuita, mas sim um ato de soberania nacional.
Se o governo federal realmente se preocupa com vidas, que comece protegendo as que ainda estão ameaçadas. E isso só se faz com autoridade, com apoio às forças de segurança e com a certeza de que nenhum criminoso pode ser tratado como vítima. Porque, quando o Estado se ajoelha diante do crime, quem morre de novo é o cidadão de bem.