Entenda tudo o que você precisa conhecer sobre o que é o fundo de previdência, como funciona esse tipo de investimento, e claro, quais são as suas vantagens e desvantagens
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Publicado em 23/03/2021, às 12h08 - Atualizado às 15h06

Imagine que você tem um padrão de vida muito bom, possui o carro do ano, viaja para o exterior, usa roupas de marca e frequenta restaurantes caros. Ou seja, uma vida econômica invejável e confortável.
Agora, pense que você está envelhecendo, se planejando para a aposentadoria e se depara com a possibilidade desse padrão de vida cair drasticamente. Nada bom, não é mesmo?!
Por isso, além dos recursos oficiais garantidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), você precisa de um complemento para sua previdência e é para isso que servem os fundos de previdência privada.
O fundo de previdência é um seguro oferecido por instituições financeiras, o qual, acumula recursos e gera benefícios através de contribuições periódicas.
O valor e o período do aporte é estabelecido de acordo com o perfil do investidor. Após aplicar um valor mensal de forma contínua no fundo de previdência privada, o cotista se beneficia dos juros compostos para multiplicar os seus ganhos ao longo do tempo de investimento.
Depois do período de contribuição determinado, o cotista pode optar por receber os rendimentos de forma integral ou parcial através de um salário mensal vitalício.
Entenda agora como funciona um fundo de previdência privada. Além de conhecer quais são as suas vantagens, desvantagens e tipos de modalidades.
Como funciona um fundo de previdência?
Nessa modalidade, o dinheiro aplicado é usado pela instituição financeira para investir em produtos escolhidos pelo gestor do fundo.
Além disso, por ter uma estrutura similar aos fundos de investimento, que são fiscalizados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o Fundo de Previdência Privada é de responsabilidade da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).
De modo geral, os fundos de pensão oferecem três opções de plano: o benefício definido, a contribuição definida e a contribuição variável.
No benefício definido, o contribuinte faz adesão ao plano já sabendo o quanto vai receber ao se aposentar.
Assim, as prestações são ajustadas de modo que entre o período da adesão ao da aposentadoria as contribuições sejam suficientes para que esse valor seja devidamente alcançado e acumulado.
No caso da contribuição definida,a ordem é inversa. Ou seja, o valor do benefício corresponderá ao valor acumulado, sendo definido apenas no momento da sua concessão.
Por fim, na contribuição variável, existe uma maior autonomia do investidor para construir o seu próprio plano. Nele, é possível alterar o valor da contribuição semestralmente, além de indicar o tipo de ativo onde o capital deve ser aplicado.
Para contratar um fundo de previdência, o investidor precisa escolher um dos tipos de planos disponíveis, além da modalidade e forma de tributação. Estes fatores irão impactar diretamente na oferta de benefícios tributários no Imposto de Renda.
Tipos de Previdência
Existem duas segmentações de planos de previdência complementar: previdência privada aberta e previdência privada fechada.
A primeira pode ser contratada por qualquer pessoa física ou jurídica. Já a segunda é destinada a grupos específicos, como funcionários de uma determinada empresa ou associados de instituições/sindicatos.
Outro fator importante a ser lembrado é a diferença entre os Planos Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Ambos são modalidades de previdências complementares oferecidas no mercado.
O PGBL é mais indicado para quem tem renda declarada, contribuição com o INSS e utiliza o formulário completo na declaração do Imposto de Renda.
Além disso, esse plano permite o abatimento de até 12% da renda bruta anual. Sendo assim, o imposto será calculado sobre o montante acumulado e não apenas sobre a rentabilidade do valor investido.
Por outro lado, o VGBL é recomendado para quem não tem renda declarada, faz declaração de isenção de renda ou usa formulário simplificado, mas também para quem deseja diversificar investimentos, como para quem quer aplicar mais do que 12% de sua renda bruta na previdência.
Regimes de tributação
Além de escolher entre essas modalidades de planos, é preciso escolher um regime de tributação do Imposto de Renda, que pode ser progressivo ou regressivo.
O regime progressivo é para quem efetua contribuições em plano de previdência com objetivo a curto prazo, indicado àqueles que estão próximos de usufruir o benefício de aposentadoria.
Já o regime regressivo é indicado para efetuar contribuições em plano de previdência com metas a médio ou longo prazo, além de ser indicada para aqueles que estão mais distantes de usufruir do benefício de aposentadoria. A opção pelo regime regressivo é irretratável e dessa forma, não pode ser alterada.
Cálculo de vida
Ao contratar um fundo de previdência privada ou um seguro de vida, as empresas e seguradoras precisam estimar quanto tempo de vida estimado tem o contribuinte. A estimativa é feita através de uma tabela chamada Tábua Atuarial, também conhecida como tábua de vida ou mortalidade.
Existem diversas delas e seus valores são recalculados de tempos em tempos à medida que a expectativa de vida da população vai variando.
Quais são as vantagens e desvantagens dos fundos de previdência?
Os fundos previdenciários são comumente recomendados para planejamento de uma aposentadoria complementar, além de outros objetivos a longo prazo.
Contudo, como qualquer tipo de investimento, esses produtos também possuem vantagens e desvantagens. Veja a seguir:
Vantagens
A previdência complementar, somada à previdência social do INSS, poderá proporcionar melhor qualidade de vida e tranquilidade financeira na velhice.
Os fundos de pensão geralmente possuem taxas baixas de aplicação, proporcionam empréstimos e financiamentos com taxas menores aos investidores, além de garantir a participação igualitária na administração dos planos.
Os resgates podem ser efetuados mais livremente, sendo tanto mensalmente quanto de uma única vez, no final do período de acúmulo. Na situação de falecimento do investidor, o Fundo de Previdência Privada entra no processo de inventário e testamento.
Desvantagens
Apesar de oferecer uma variedade de planos, todos possuem taxas como a taxa de administração cobrada pelo gestor.
Assim, em caso de algum imprevisto, o qual, seja necessário o resgate em um curto prazo existe a possibilidade do pagamento de mais tributos além do necessário.
Fora que como a rentabilidade de cada plano depende da composição dos investimentos do fundo, não existe um controle da sua volatilidade. Os bens não contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), e assim, o participante não tem acesso a essa proteção de capital.