O que as empresas podem fazer para manter a saúde mental de seus funcionários, a produtividade coletiva e os bons números? A seguir, daremos algumas sugestões. Confira!
Lucas Alsil
Publicado em 08/02/2021, às 09h40

A saúde dos funcionários é questão fundamental: a depressão é a principal razão pela qual as pessoas deixam as suas funções laborais. Em todo o mundo, milhares de trabalhadores têm a sua carreira interrompida pela enfermidade, que prejudica também as relações interpessoais e a relação da pessoa consigo mesma.
A depressão é um dos problemas, na verdade, mas não é o único. Os transtornos de ansiedade também têm imenso impacto na vida cotidiana - e São Paulo, convém salientar, é a cidade mais ansiosa do mundo. Os motivos para isso são diversos: do excesso de estímulo às cobranças diárias, o trabalhador está sempre sobrecarregado.
Saúde dos funcionários: por onde começar?
O primeiro passo é investir em benefícios corporativos que sejam voltados para as saúdes física e mental do trabalhador. Um bom plano de saúde, com acessos a hospitais de qualidade, faz toda a diferença. É possível complementá-lo com um plano odontológico.
Além disso, a empresa pode ter um psicólogo residente, disposto a conversar com os trabalhadores em momentos específicos e a acompanhar os processos internos. Trata-se de um cuidado que é visto com apreciação e respeito.
Outras medidas que podem fazer a diferença são:
- Promover workshops que ensinem e estimulem os trabalhadores e os superiores a se comunicar de maneira não-violenta, direcionada e atenta, para que as relações dentro do ambiente de trabalho possam acontecer de forma mais amena;
- Fazer dias específicos de atividades, como tardes de meditação e mindfulness, quick massage nos intervalos (quinze minutos de massagem já ajudam muito a relaxar!) e até happy hours em estabelecimentos próximos aproxima os trabalhadores, estimula a sociabilidade e diminui o estresse;
- Estabelecer parcerias com estabelecimentos voltados para a prática de atividade física, como academias e espaços de dança;
- Conversar periodicamente com os colaboradores, para saber como eles têm lidado com o dia a dia da empresa, o que pode ser melhorado e se eles têm experimentado sensações incômodos, sentimentos invasivos, cansaço intenso, etc;
- Buscar outros benefícios corporativos, como planos de previdência privada fechados, possibilidade de fazer home office uma ou mais vezes na semana ou patrocínio para cursos de extensão universitária ou de idiomas;
- Trabalhar ativamente para que todos os setores da companhia conheçam os valores e os pratiquem, para que haja alinhamento nas posturas, melhor desenvolvimento dos projetos e diminuição do receio de conversar sobre qualquer percepção ou desavença com o RH.
Como a previdência privada pode ajudar na saúde mental?
O estresse financeiro é uma das maiores razões pelas quais os colaboradores perdem a produtividade, entram em conflitos no ambiente familiar ou não conseguem conviver com os demais funcionários.
Entendemos por estresse financeiro a sensação de profunda insatisfação, ansiedade e medo que toma aqueles que não conseguem pagar as contas como gostariam, têm dificuldade para equilibrar as finanças ou acreditam que podem vir a perder a sua fonte de renda.
Ter investimentos faz com que essas pessoas sintam-se um pouco mais seguras em relação à sua vida financeira, especialmente a longo prazo. A previdência privada entra não apenas como um apoio para a posteridade, uma vez que complementa a aposentadoria tradicional, mas como um apoio emocional.
O tipo de previdência privada varia: há planos em que a empresa entra como patrocinadora, pagando um real a cada um real investido pelo funcionário, assim como planos em que ela atua apenas como mediadora entre a seguradora e o colaborador.
Mesmo quando a empresa não entra como patrocinadora - porque sim, há casos em que ela não colabora financeiramente para o plano de previdência do colaborador -, ainda é vantajoso aceitar esse benefício.
As razões dialogam com tudo o que já comentamos até aqui: muitos querem ter estabilidade financeira, mas não conseguem se organizar. Com o acúmulo de gastos, não há sobra para ser utilizada em investimentos - o que, a longo prazo, não colabora para a saúde financeira.
Os aportes mensais são descontados diretamente da folha de pagamento, ou seja: não é preciso economizar, o investimento é feito de forma automática.
As empresas que oferecem aos funcionários a previdência privada como um benefício corporativo conseguem, além de fidelizar os seus funcionários e mantê-los sempre motivados, diminuir o afastamento em decorrência de problemas de ordem psicológica e adquirir, frente à sociedade, uma boa reputação.