INVESTIMENTOS

Quais são os melhores investimentos para quem está começando?

Ações, CDBs, Tesouro Direto, fundos de previdência privada… existem muitas opções de investimentos dentro e fora do Brasil, e nem sempre sabemos por onde começar.


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Publicado em 11/06/2021, às 13h03 - Atualizado às 14h49




O fato de não termos sido ensinados a lidar com o nosso dinheiro ou entender melhor o mercado financeiro certamente tem impacto nessa dificuldade. Mas não entre em pânico: neste artigo, falaremos sobre quais investimentos julgamos mais interessantes para quem está adentrando nesse mundo. Confira!

Renda fixa: uma opção interessante

A primeira dica é: para quem está começando, uma boa alternativa são os investimentos de renda fixa. Isso acontece porque, quando ainda não temos experiência no mercado financeiro, geralmente temos baixa tolerância a riscos ou estamos em busca de estabilidade.

Uma coisa importante, aliás, é saber qual é o seu perfil de investidor. Os que têm ojeriza à ideia de perder dinheiro geralmente têm um perfil conservador, por exemplo, e preferem rentabilidade menor, porém segura, à possibilidade de perder o que investiram.

Nos investimentos de renda fixa, o investidor compra dívidas do governo (sim, isso é possível) ou de bancos e, então, ganha dinheiro por meio das correções dos juros do período em que o dinheiro permaneceu investido.

Esses investimentos são seguros porque é muito difícil que os bancos venham a falir. O governo, por sua vez, é considerado o melhor pagador.



A rentabilidade, em ambos os casos, pode ser prefixada ou pós-fixada. No primeiro caso, o investidor sabe, no momento do contrato, o quanto o seu dinheiro irá render. No segundo caso, a rentabilidade está ligada a um indicador financeiro, como a famosa Taxa Selic ou o CDI.

Investimentos para iniciantes: conheça os melhores

Agora que você entende melhor como funciona a questão da renda fixa, vamos ao que interessa: veja a seguir quais são os investimentos para iniciantes que mais costumam ser indicados por especialistas do mercado financeiro.



CDB

Entre os investimentos de renda fixa, os CDBs, Certificados de Depósito Bancário, costumam ser bem queridos. 

Quando compramos CDBs, estamos emprestando dinheiro para que os bancos possam manter as suas atividades de crédito. Em troca, recebemos, ao final de um período de aplicação, o dinheiro que emprestamos mais os juros.



Existem diferentes tipos de CDB, e a rentabilidade varia de acordo com o modelo escolhido pelo investidor. Nos CDBs prefixados, por exemplo, o investidor consegue saber qual será a remuneração a receber ao final do investimento, acordado previamente com o banco.

No CDB pós-fixado, por sua vez, o rendimento está atrelado a um indicador. Assim, não é possível saber quanto será recebido ao final do período de contrato. O indicador mais comum para esse tipo de investimento é o CDI.

Tesouro Direto



O Tesouro Direto foi criado pelo Tesouro Nacional em 2012, para permitir que pessoas físicas possam fazer a compra de papéis do governo federal através da internet.

Assim como no caso dos CDBs, estamos emprestando dinheiro. Dessa vez, porém, não estamos dando recursos para uma instituição financeira, mas para o próprio governo brasileiro.

Trata-se de um investimento popular por ser de custo acessível: há aplicações de valor bem em conta, a partir de R$30 reais.



Existem diversos títulos públicos a escolher; tudo depende do quanto uma pessoa tem para investir. É claro que, quanto menos dinheiro investirmos, menos retorno teremos. Ainda assim, é possível ter rentabilidade com o Tesouro Direto - o que, para o brasileiro, tem sido muito importante.

Fundos de Previdência

Citamos os fundos lá no início do artigo, e agora falaremos um pouco mais sobre eles.



Essa modalidade não está tão voltada para a rentabilidade (embora ela exista!), mas sim para a proteção de recursos para a aposentadoria. Por isso, é normal que não haja investimentos de alto risco dentro dos fundos de previdência - afinal, não é interessante para quem quer guardar dinheiro colocar em risco o seu patrimônio.

Ao optar pelos fundos de previdência, o interessado permite que um terceiro, o chamado gestor, escolha quais ativos farão parte do fundo em questão. Os resultados das operações escolhidas por essa pessoa é que gerarão rentabilidade.

Existem dois tipos de fundos de previdência: os abertos e fechados. Os planos abertos podem ser adquiridos por qualquer um, uma vez que são vendidos por instituições financeiras.



Os planos fechados, porém, não podem ser contratados por indivíduos aleatórios: eles estão disponíveis apenas para funcionários ou associados de determinadas empresas ou entidades, visto que são criados exatamente para esse fim (e, em muitos casos, oferecidos como benefício empresarial).

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