Primeiro furacão da temporada no Atlântico Norte, Erin alcançou, no sábado (16), a categoria 5, com ventos sustentados que chegaram a 260km/h

Imagens de satélite divulgadas pelo NOAA, a agência do governo dos Estados Unidos que monitora e prevê mudanças no clima, clima e oceanos, mostram a rápida formação do primeiro furacão da temporada no Oceano Atlântico Norte em 2025. O furacão 'monstro', 'batizado' como Erin, alcançou no sábado (16) a categoria 5, com ventos sustentados que chegaram a 260km/h, de acordo com a MetSul Meteorologia.
The latest imagery via @NOAA's #GOESEast satellite is showing newly formed #HurricaneErin, swirling east of the northern Leeward Islands. #Erin is the first hurricane of the 2025 Atlantic hurricane season. #GOES19
— NOAA Satellites (@NOAASatellites) August 15, 2025
See where Erin is headed with our hurricane tracker:… https://t.co/86MQP0Kdvypic.twitter.com/F5d35MgjXu
Ainda segundo a MetSul, em apenas 30 horas, Erin passou de tempestade tropical a furacão de categoria 5. Entre a madrugada e a manhã de sábado, saltou de categoria 3 para 5 em menos de seis horas. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) prevê que Erin permaneça como um grande furacão pelo menos até a próxima quarta-feira, 20 de agosto. Não há previsão de que Erin atinja a terra, mas há alertas para possíveis inundações, deslizamentos e avalanches na região do Caribe. Há avisos de tempestade tropical para as ilhas de St. Martin, St. Barts e St. Maarten.
De acordo com informações apuradas pelo Instituto Climatempo, as regiões habitadas que estarão mais próximas do furacão Erin neste fim de semana são Porto Rico, que técnicamente é território dos Estados Unidos, a República Dominicana e o Haiti. Na segunda-feira (18), Erin deve avançar ao largo das Bahamas.
Segundo o NHC, a partir desta segunda-feira, Erin dobrará ou até triplicará de tamanho. Isso ampliará ainda mais o campo de ventos e gerará um período prolongado de ressaca e risco de afogamentos entre os estados americanos da Flórida e Massachusetts.
O Climatempo explicou que os furacões são grandes e fortes áreas de instabilidade giratórias que crescem em regiões oceânicas onde a água do mar está muito quente, sempre acima de 27°C. Os furacões são formados por nuvens muito carregadas que provocam chuva intensa e também geram ventania. Os ventos frequentes de um furacão são no mínimo de 119km/h.
Furacão é nome que se dá aos ciclones tropicais que se formam no Atlântico Norte e na porção do oceano Pacífico que banha o lado oeste do México e da América Central. O Climatempo lembrou que o único furacão que comprovadamente se formou no Atlântico Sul, ao largo da costa da Região Sul do Brasil, foi o Catarina, que ocorreu entre 24 e 28 de março de 2004.