PREVENÇÃO

IBGE lança ferramenta para preparar cidades contra desastres climáticos

Singed Lab Desastres começa a operar em 1º de julho, para capacitar gestores e mapear áreas de risco com foco nas mudanças climáticas


Redação
Publicado em 24/06/2026, às 11h00

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Monitor de temperatura
Ferramenta de inteligência territorial do IBGE mapeará áreas de risco e auxiliará na tomada de decisões preventivas - Paulo Pinto/Agência Brasil


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, nesta terça-feira (23), o Singed Lab Desastres. A finalidade da plataforma é preparar gestores públicos e privados para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, com foco na estratégia nacional de atenção ao El Niño, fenômeno que ganhará força ao longo de 2026. O sistema começará a operar em 1º de julho.

Neste ano, por causa desse movimento climático, o inverno deverá registrar temperaturas mais elevadas no Brasil. O El Niño, que significa O Menino em espanhol, caracteriza-se pelo aumento da temperatura na parte equatorial do oceano Pacífico. O nome é um apelido dado por pescadores do Peru e do Equador ao aquecimento das águas, em referência ao Menino Jesus.

Com a nova ferramenta, o IBGE pretende ampliar a produção de dados voltados à prevenção e à mitigação de desastres. Para o presidente do órgão, Marcio Pochmann, o sistema servirá para o país agir de forma proativa.



O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contar perdas, mas para evitar que elas aconteçam”, declarou Pochmann.

Na etapa de formação preventiva, os gestores receberão capacitação para identificar informações indispensáveis sobre seus municípios, o que facilitará a atuação no momento do desastre. A iniciativa tem grande relevância para cidades litorâneas, como as da Baixada Santista e litoral norte, que, frequentemente, monitoram áreas de risco durante eventos climáticos extremos.

Durante as ocorrências, o Singed Lab Desastres disponibilizará virtualmente um pacote de dados variados, como a presença de habitantes em áreas de risco. O programa também identifica manchas de inundação e quantifica a população e os domicílios afetados.

O objetivo final é que cada município institua sua própria Comissão de Prevenção de Desastres, formando um grupo treinado no uso de dados para atuar em situações adversas.



*Com informações da Agência Brasil

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