Wagner Teixeira está confiante com a rápida ascensão


Costa Norte
Publicado em 06/05/2016, às 08h21 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h10

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*Foto: JCN

Por Marina Veltman

Apontado em terceiro lugar pela pesquisa encomendada pelo Jornal Costa Norte e divulgada em abril, mas em empate técnico tanto com o segundo quanto com o primeiro colocado, Wagner Teixeira (PP), pré-candidato a prefeito de São Sebastião, e entrevistado na quarta-feira, 4, no programa Café da Manhã, da TV Costa Norte ,  afirma estar seguro de seu desempenho nessas eleições: “Estamos em constante ascensão. Os outros pré-candidatos estão há quase oito anos em pré-campanha e eu já encostei. Temos trabalhado bastante nas ruas, e a adesão do público nos encontros é cada vez maior. Estou bem confiante. Tem adversário querendo desmerecer a pesquisa, mas eu lembro que, nas eleições passadas, apenas a pesquisa do Costa Norte acertou o resultado eleitoral, por isso mesmo fiquei muito satisfeito com minha colocação em empate com os outros dois primeiros colocados”.



Há um ano e meio fora da gestão de Ernane Primazzi, administração na qual ocupou o cargo de vice-prefeito e secretário de Governo, Wagner afirma que seu maior desafio é mostrar aos eleitores o porquê de não ter conseguido realizar tudo o que gostaria enquanto estava com o atual grupo. “Quem tem o poder de decisão é sempre o prefeito. Eu podia dar ideias, apresentar minhas metas, mas não era a mim que cabia a palavra final. A oportunidade de fazer, mesmo, eu terei apenas como prefeito”.

Sobre a relação com Ernane, Wagner afirma ser tranquila, sem desavenças, apesar de seu afastamento do grupo. “Eu teria feito coisas diferentemente, como ter dado muito mais foco e agilidade à conclusão do Hospital da Costa Sul, mas entendo que nossas prioridades são diferentes. Ernane tem o mérito de, em meio a uma enorme crise econômica, ter mantido a prefeitura funcionando, sem atrasar salários e fornecedores. Tenho visto muitos municípios sem conseguir arcar com suas folhas, completamente desgovernados. Ele manteve a administração no curso, e isso não é pouca coisa, considerando o cenário atual”.

Num provável apoio a outro candidato, Wagner afirma acreditar em sua própria candidatura, mas que, se tivesse que abrir mão da disputa, seu apoio iria para alguém com histórico na cidade. “Eu ficaria ao lado de quem ama, cresceu, mora e trabalha para a nossa cidade. Não tenho problemas pessoais com nenhum de meus oponentes, mas só me vejo apoiando quem tem uma história real em nosso município. Eu invisto, tenho empresa, funcionários e família em São Sebastião. Espero o mesmo de qualquer líder político”.



Já sobre quem seria seu possível vice, Wagner desconversa: “Ainda não definimos. Podemos aguardar até meados de julho e início de agosto, mas certamente, será alguém do centro ou costa norte, já que eu mesmo sou da costa sul”, adianta.

Turismo como bandeira

Investir no turismo como um todo, atraindo um maior número de visitantes para o município, na alta e na baixa temporada, é a principal bandeira de Wagner. “Precisamos profissionalizar o turismo em nosso município. E não falo apenas de estrutura urbana e de atrativos de qualidade, mas também de saúde e segurança, essenciais se queremos que o nosso público frequentador aumente”, disse Teixeira.



Segundo o pré-candidato, o segmento seria a saída para a independência econômica do município. “O turismo é indutor de emprego e renda. Investindo em um calendário de eventos esportivos, turísticos e culturais e na estrutura ofertada, temos um potencial gigantesco. Agora, não dá para querer ampliar o turismo e ter a Mãe Bernarda daquele jeito, ou a insegurança que vivemos. É preciso garantir um amparo total, tanto no quesito pavimentação, limpeza e conservação da cidade quanto em monitoramento eletrônico, guarda civil armada, aumento do efetivo e operações delegadas”.

Outra medida defendida por Wagner é a descentralização da administração. “De Boraceia ao centro é uma viagem. É injusto forçar os munícipes a um deslocamento tão grande para resolver questões burocráticas e administrativas. Pretendo descentralizar as decisões em uma espécie de administração regional, viabilizando que as questões possam ser resolvidas também na costa sul, em Boiçucanga”, completa.

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