Operação Contágio

PF deflagra Operação Contágio; dois médicos foram presos em Ubatuba (SP)

Operação investiga desvio de recursos públicos destinados ao tratamento de Covid-19 em municípios de São Paulo


Da redação
Publicado em 21/04/2021, às 09h43 - Atualizado às 09h46

FacebookTwitterWhatsApp

Ao todo, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, por ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) - Foto: Divulgação/ Policia Federal
Ao todo, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, por ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) - Foto: Divulgação/ Policia Federal


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Contágio, para aprofundar investigação sobre desvios de recursos públicos na área da saúde nos municípios do Estado de São Paulo.

Em Ubatuba (SP), no Litoral Norte, dois médicos foram presos. Eles são suspeitos de atuar na máfia dos respiradores.

Ao todo, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, por ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). Também foi decretado o bloqueio de valores e imóveis dos investigados e a apreensão de veículos, incluindo carros esportivos de luxo. Os mandados foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.



Investigação

A investigação teve origem após a Controladoria Geral da União (CGU) ter identificado uma Organização Social (OS), sem capacidade técnica, contratada por esses municípios. Foram constatados indícios de fraude e direcionamento para prestação de serviços de saúde, em contratos que, somados, superam R$ 100 milhões. Alguns dos contratos foram firmados de maneira emergencial, para gestão e atendimento de pessoas infectadas com COVID-19.

Após as contratações pelos municípios, a OS subcontratava a execução dos serviços para diversas empresas associadas, algumas constituídas poucos meses antes, também sem experiência na área de saúde. Algumas dessas subcontratadas, após os repasses de recursos pela OS, efetuaram centenas de saques em espécie que somam mais de R$ 18 milhões, realizados de maneira fracionada para burlar o controle contra lavagem de dinheiro do sistema financeiro nacional. O transporte do dinheiro era feito sob a escolta armada de um guarda civil municipal, que também era sócio de uma das empresas subcontratadas.



Os crimes apurados são de peculato (art. 312, do Código Penal), fraude à licitação (arts. 89 e 90 da Lei nº 8.666/93), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/98) e organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013).

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!