Entre os critérios está a comprovação de violência, por meio de boletim de ocorrência ou decisão judicial com concessão de medida protetiva

Os programas habitacionais existentes em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, poderão priorizar o atendimento a mulheres em situação de violência doméstica ou familiar. Projeto de lei neste sentido foi aprovado pela Câmara Municipal durante a semana. Mas, para ser colocado em prática, aguarda sanção do Executivo para ter validade.
De acordo com o texto, passa a ser garantida a essas mulheres prioridade nos programas de habitação de interesse social mantidos ou geridos pela prefeitura. Para assegurar a efetividade da medida, a proposta determina a reserva mínima de 8% das vagas, percentual que poderá ser ampliado pelo município, conforme regulamentação.
O projeto também define os critérios para comprovação da situação de violência, que deverá ser feita por meio de boletim de ocorrência, decisão judicial com concessão de medida protetiva e documentos emitidos por órgãos da rede de atendimento, como Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
A propositura também garante tramitação prioritária nos casos em que houver risco iminente à integridade física, psicológica ou à vida da mulher. Nesses casos, os procedimentos administrativos poderão ser agilizados e, quando necessário, flexibilizados, respeitando a legislação federal vigente.
A proposta também prevê a possibilidade de acesso a soluções habitacionais temporárias, como o auxílio-aluguel, até que haja atendimento definitivo. A matéria ainda assegura o sigilo das informações durante todo o processo, garantindo a proteção dos dados pessoais e a integridade das beneficiárias. Após a concessão da prioridade, não será exigida nova comprovação da condição pelo prazo de até dois anos, salvo em situações específicas.