Ave marinha recebeu cuidados especializados do Instituto Argonauta e retorna ao seu habitat após seis meses de tratamento e recuperação

No último dia da 9ª Semana do Mar, um evento que fez parte do 12º Festival da Mata Atlântica, uma gaivota (Larus dominicanus) resgatada em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, teve um final feliz. Após passar por um processo de reabilitação no Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) de Animais Marinhos, do Instituto Argonauta, a ave foi solta novamente em seu habitat natural no sábado, 10 de junho.
A gaivota foi entregue ao Aquário de Ubatuba por um morador da região e, em seguida, foi encaminhada para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Argonauta. Quando chegou ao CRD, a ave estava magra, com infestação de piolhos, penas danificadas e uma fratura antiga na ponta do bico.
A equipe de reabilitação do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) do Instituto Argonauta realizou exames detalhados para avaliar o estado de saúde da gaivota. Durante seis meses, a ave recebeu cuidados especializados, incluindo uma dieta específica para melhorar sua saúde geral e tratar a anemia, além de receber tratamento para todas as condições de saúde identificadas nos exames.
Como as penas estavam comprometidas, a gaivota passou por um processo de estimulação para o crescimento de penas novas e saudáveis. Após o crescimento completo das novas penas, a ave foi treinada para voos longos e completos no recinto designado para sua recuperação.

Com uma melhora significativa em seu quadro clínico, a gaivota foi considerada apta para retornar à natureza após passar por todos os exames necessários. Sua soltura ocorreu durante a 9ª Semana do Mar, diante de uma plateia que aplaudiu a libertação da ave marinha.
O Instituto Argonauta registrou um total de 54 ocorrências relacionadas a animais marinhos debilitados ou mortos durante o mês de maio. Do total, a maioria das ocorrências (90,7%) envolveu répteis, enquanto as aves marinhas representaram 7,4% e os mamíferos apenas 1,8%.
A equipe de reabilitação do Instituto Argonauta, composta por veterinários, biólogos, oceanógrafos, tratadores e técnicos, desempenha um papel fundamental no atendimento e reabilitação de animais aquáticos.
Além disso, eles auxiliam no diagnóstico e realizam necropsias nos animais encontrados mortos. Os animais chegam ao instituto por meio das equipes de monitoramento do PMP-BS ou por acionamento da população. Além do CRD, o Instituto Argonauta também opera o Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Aquáticos (CRETA), em parceria com o Aquário de Ubatuba.