Gigante dos mares apareceu no início de março em Ubatuba, desde então é sucesso por onde passa; especialistas orientam que o animal não deve ser tocado, tampouco ser alimentado por banhistas

Parece que a tour do famoso elefante-marinho- sulamericano (Mirounga leonina), está longe de acabar, depois de aparecer pela primeira vez em Ubatuba, no litoral de São Paulo, o mamífero se tornou sucesso para turistas e moradores locais por fazer conexão Rio-São Paulo e curtir a praia mais que os próprios caiçaras.
O grandalhão parou para descansar em terra firme, pela primeira vez, na sexta-feira 4 de março, na Praia da Ribeira. Populares que estavam na praia se assustaram com o animal e acionaram as autoridades locais.
O Instituto Argonauta, que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), também foi acionado e enviou equipes para a observação e sinalizou a praia na qual ele se encontrava. O primeiro diagnóstico do instituto foi que o animal aparentava estar bem e “estava procurando um lugar para descansar", asseguram especialistas.
Durante sua estadia de quatro dias em Ubatuba, o animal passou a maior parte do tempo descansando na areia, tendo alternado de lugar por três vezes, entre praias próximas. A equipe do Argonauta avaliou o animal durante o período na cidade paulista e concluiu que era um macho juvenil, com cerca de quatro metros de comprimento e pesando cerca de duas toneladas.
De acordo com avaliação realizada pelas veterinárias do Instituto, o animal estava bem, com seus parâmetros fisiológicos normais para a espécie, apresentando comportamento de descanso e em finalização do processo muda (troca da pele e pelos).
Após quatro dias em Ubatuba, o grandalhão voltou para o mar e seguiu viagem em direção ao Rio de Janeiro. Em dois dias de viagem, ele foi flagrado em Paraty, no Litoral Sul Rio. Daí em diante o elefante-marinho visitou ao menos quatro praias diferentes no estado carioca, até a segunda-feira (14).
Já na tarde de ontem terça-feira (15), o animal voltou ao litoral de São Paulo e parou para descansar na Praia da Almada, em Ubatuba. Embora a presença do animal marinho (que não era visto no litoral desde 2007) seja um evento, especialistas do Instituto Argonauta dão dicas para quem pretende vê-lo.
“É muito importante que as pessoas colaborem, não tentem se aproximar nem tocar o animal e evitar som alto perto dele. Ele precisa repor as energias para seguir viagem e completar seu ciclo. Pedimos que por favor o deixem descansar”, disse o instituto.
Os elefantes-marinhos são mamíferos marinhos reconhecidos pela presença de um focinho semelhante a uma tromba, exclusiva dos machos, já as fêmeas apresentam o focinho mais arredondado. Outro fator de diferenciação sexual é o tamanho, quando adultos as fêmeas atingem em torno de 3 metros e 1 tonelada e os machos podem chegar a 5 metros e 5 toneladas.
Ainda de acordo com especialista do instituto, os elefantes-marinhos são animais que passam a maior parte da vida nas ilhas subantárticas e na patagônia Argentina, mas que fora do período reprodutivo costumam viver solitários e navegando em mar aberto, descansando em terra durante o período de muda.