ESTUDO

Chuvas em Ubatuba (SP): prejuízos podem ultrapassar R$ 16 milhões, segundo prefeitura

Entre os dias 31 de março e 2 de abril, choveu mais de 600 milímetros na cidade


Da redação
Publicado em 14/04/2022, às 09h41 - Atualizado às 10h58

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Com a conclusão do relatório da Defesa Civil, o documento será encaminhado aos setores competentes nas esferas estadual e federal, visando obter recurso a partir dos registros e da justificativa elaboradas Deslizamento de terra na rodovia Rio-Santos, em Ub - Foto: Divulgação/PMU
Com a conclusão do relatório da Defesa Civil, o documento será encaminhado aos setores competentes nas esferas estadual e federal, visando obter recurso a partir dos registros e da justificativa elaboradas Deslizamento de terra na rodovia Rio-Santos, em Ub - Foto: Divulgação/PMU


A Defesa Civil de Ubatuba fez um estudo sobre o impacto que resultou da forte incidência de chuvas registradas no litoral norte do estado de São Paulo e litoral sul do estado do Rio de Janeiro entre os dias 31 de março e 2 de abril de 2022.

O cálculo do prejuízo estimado referente ao município ultrapassou os R$ 16 milhões, segundo a prefeitura.

Nestes três dias de precipitações acima da média, o município de Ubatuba registrou, em vários de seus pluviômetros, quase 600 milímetros de chuva que, somadas aos fortes ventos e ressacas marítimas, agravaram a situação em toda a cidade. Entretanto, as regiões norte e central foram as mais atingidas.



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“Este relatório visa demonstrar apenas os desastres ocorridos em infraestruturas municipais. Outros impactos foram em estradas estaduais e federais que cortam o município, bem como danos nas redes elétricas e de abastecimento de água, porém, as concessionárias responsáveis pelos serviços estão focadas nestas soluções. Por isso, nosso objeto foi o prejuízo relacionado à prefeitura”, explicou o secretário adjunto de Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Copelli.

Detalhamento

Segundo Copelli, que também é engenheiro civil e ficou responsável pelas vistorias e elaboração do relatório, os desastres de ordem geológica envolveram, principalmente, o deslizamento de encostas, que provocaram perdas em pavimentações, edificações e infraestruturas de drenagem, distribuição de água e energia.



Os desastres de ordem hídrica, por sua vez, causaram danos a pontes, pavimentações e infraestruturas de drenagem, além de perdas materiais a vários munícipes.

“Todos estes danos estruturais causados, desalojaram pessoas, privaram-nas de serviços básicos, ou mesmo isolaram-nas fisicamente em comunidades onde o acesso se faz restrito por apenas uma estrada. As pessoas nas comunidades isoladas permaneceram assim por mais de uma semana, até a recuperação parcial dos acessos, sendo assistidas apenas por vias marítima ou aérea”, relembrou.

Desalojados

De acordo com relatório elaborado pela secretaria de Assistência Social foram atendidas 65 pessoas que ficaram desabrigadas, sendo 26 famílias alocadas em duas escolas municipais da região central e norte. Essas famílias obtiveram o fornecimento dos mínimos para alimentação e higiene de forma integral.



“No desligamento das famílias da unidade escolar para o retorno a suas moradias foi repassado, como benefício eventual, um kit de alimentos (com leite e fralda para famílias com crianças) e um kit de higiene e limpeza, totalizando 26 kits dispensados”, detalhou o secretário da pasta, Anderson Paiva.

Ele complementou, acrescentando que a secretaria de Assistência Social ainda realizou o atendimento de famílias afetadas pelas chuvas com o repasse de benefício eventual em parceria com o Fundo Social de Solidariedade atendendo, aproximadamente, 367 famílias que tiveram comprometimentos em suas condições de subsistência, efetuando o repasse dos benefícios mencionados de forma emergencial.

Custos

Copelli explicou que, devido à visita técnica às áreas e a elaboração de possíveis soluções, foi possível calcular uma estimativa do investimento necessário para recuperar os danos causados em decorrências da chuva.



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“É importante destacar que as verbas a serem aplicadas na recuperação da cidade vão muito além do que estimamos. Nós nos restringimos aos itens de responsabilidade da prefeitura e do que a gente entende como parte da área municipal, mesmo não sendo parte do que cabe ao executivo que, no caso, classificamos como particular”, acrescentou. Desta maneira, as despesas computadas cabíveis ao município, somaram R$ 16,3 milhões e, aos particulares, somaram R$ 186 mil”, concluiu.

Com a conclusão do relatório, o documento será encaminhado aos setores competentes nas esferas estadual e federal, visando obter recurso a partir dos registros e da justificativa elaboradas.



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