Trabalhadores interrompem novamente atividades da Queiroz Galvão


Costa Norte
Publicado em 08/07/2016, às 13h15 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h18

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*Foto: PMSS

Mais uma vez as obras do contorno sul da Nova Tamoios, em São Sebastião, foram interrompidas em decorrência de manifestação de trabalhadores desempregados do município. Desta vez, no início da semana passada, os manifestantes alegaram que a empresa responsável pelas obras, a construtora Queiroz Galvão S/A, está ‘importando’ profissionais, em detrimento dos trabalhadores locais.

A acusação é antiga e recorrente, e, inclusive, desencadeou a criação de lei municipal a qual exige que empresas instaladas na cidade contratem um mínimo de 70% de mão de obra local entre seus funcionários.



Os manifestantes afirmam que mesmo profissionais qualificados, que participaram de cursos de profissionalização e capacitação fornecidos no município, com o objetivo específico de atuação nas obras do contorno, estariam sendo preteridos. A notícia é de que, apesar de contratações de mão de obra local, trabalhadores de fora estariam sendo chamados para ocupar cargos que, segundo os desempregados, poderiam ser ocupados pelos locais.

Reunião

A diretoria da Queiroz Galvão, responsável pela construção dos lotes 3 e 4 do empreendimento Nova Tamoios Contornos, reuniu-se na manhã de quarta-feira, 6, com representantes de trabalhadores desempregados manifestantes. Em nota, a empresa afirma que esclareceu que as contratações são realizadas de acordo com as necessidades das frentes de obras.



Diz a nota: “Sempre que são abertas novas vagas, a prioridade vai para moradores do município. A empresa só recorre a trabalhadores de outras regiões caso não haja mão de obra especializada para determinada função na comunidade local. Prova disso é que somente no mês de junho foram efetivadas 79 contratações de colaboradores do município de São Sebastião para as obras da Nova Tamoios Contornos”.

A construtora alega, ainda, compreender os anseios dos trabalhadores desempregados, mas lamenta a atitude que impede o acesso dos contratados ao seu trabalho, como ocorreu na manhã do dia 6, no Morro do Abrigo, “pois, nesse caso, as frentes de obras ficam impedidas de executar as atividades previstas”.

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