
*Fotos: Luciano Vieira/PMSS
Três mil vidas são perdidas diariamente nas estradas e ruas de acordo com estudos da Organização Mundial da saúde (OMS), que aponta os acidentes de trânsito como a nona maior causa de mortes no mundo. O Brasil ocupa a quinta posição entre os países recordistas em mortes no trânsito. Mobilizar a sociedade para a necessidade de se ter um comportamento seguro no trânsito e diminuir os números de mortes e acidentes é a proposta do movimento internacional Maio Amarelo.
Em São Sebastião, que registrou 21 vítimas fatais no ano passado, de acordo com dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o movimento foi lembrado na quarta-feira, 25, com várias ações como distribuição de material informativo, palestras e exposições, com apoio da prefeitura e Corpo de Bombeiros.
Alerta
O coordenador geral do Samu no litoral norte, André Luis Silva Leandro, alerta que o número de acidentes, com 21 vítimas fatais em 2015, em São Sebastião, ultrapassa proporcionalmente os números estimados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em audiência pública da Secretaria de Saúde, realizada na última semana na Câmara Municipal, ele apresentou o balanço das atividades no primeiro quadrimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2015. Os atendimentos subiram de 4.796 para 5.091, bem como os casos de trotes - de 181 para 305. Colisões de veículos passaram de 108 para 121. Embora houvesse redução em acidentes com bicicletas, de 78 para 59, e de motos, de 120 para 117, os casos de atropelamentos aumentaram consideravelmente: de 34 para 61.
As palestras também abordaram os temas: Equipamentos de segurança no trânsito e segurança na cena do acidente”, ministrada por equipe do Corpo de Bombeiros; Atendimento da vítima de acidente de trânsito, pela equipe do Samu; Violência no Trânsito, pela coordenação de Saúde Mental; e Direção Defensiva, com a equipe da Divisão de Trânsito do município.
Dados
Em março de 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas editou resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a Década de Ações para a Segurança no Trânsito. O documento foi elaborado com base em estudo da Organização Mundial da Saúde que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidentes de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.
São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas e a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.
A OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.
O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.