Sem acordo, trabalhadores do contorno seguem em greve


Costa Norte
Publicado em 13/05/2016, às 10h46 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h11

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*Foto: JCN

Sem chegar a um consenso nas negociações com a empresa Queiroz Galvão, construtora designada pela Dersa para realizar as obras do contorno sul da Nova Tamoios, em São Sebastião, cerca de mil e seiscentos operários atuantes na construção seguem em greve. Os trabalhadores, que estão em paralisação desde 3 de maio, reivindicam aumento salarial da ordem de 12%; reajuste do vale-alimentação para R$ 450,00; PLR (participação nos lucros e resultados) de R$ 3.200,00 por ano; convênio médico estendido para cônjuge e dependentes; e liberação de meio dia de trabalho quando do recebimento do salário.

Em reunião com representantes dos trabalhadores e do sindicato da categoria, realizada nesta terça-feira, 10, a empresa afirma ter ocorrido evolução significativa nas negociações. Diz a nota: “A Construtora propôs a reposição integral da inflação, aumento de 20% no valor do vale-alimentação e abono dos dias não trabalhados, e agora aguarda nova assembleia dos trabalhadores para análise da proposta”. Otimista, a construtora defende sua contraproposta “A Queiroz Galvão entende que dentro do atual cenário econômico do Brasil esta é uma proposta diferenciada em relação à média das negociações coletivas em todo o País”, afirma o departamento de comunicação da empresa.



Já o Sintrapav/SP (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Pesada, Infraestrutura e Afins do Estado de São Paulo) afirma buscar um acordo que não prejudique os trabalhadores e garanta remuneração justa. Em nota oficial, a entidade explica: “O Sintrapav-SP está buscando um Acordo Coletivo para a obra da Tamoios, já que até o presente momento não foi fechada a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria em geral.  Não houve o atendimento por parte da empresa para as reivindicações dos trabalhadores e, com isso, os trabalhadores paralisaram as suas atividades e estão de braços cruzados esperando por salários e condições mais justas”. A nota diz, ainda, que o sindicato atua junto aos trabalhadores “dando assistência e intermediando as negociações e esperando que novas reuniões possam ser realizadas para que ninguém saia prejudicado”.

Responsável pelas obras da Nova Tamoios, a Dersa informa que exige de todas as suas contratadas o cumprimento das leis trabalhistas, assim como a garantia das boas condições de trabalho aos funcionários, e que aguarda a conclusão das negociações entre empresa e trabalhadores para a retomada das atividades.

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