INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA

São Vicente treina forças de segurança para integrar câmeras e novas tecnologias em tempo real

Capacitação de dois dias no COI preparou agentes de segurança e trânsito para cruzar imagens de câmeras e alertas de motoristas


Redação
Publicado em 26/09/2026, às 16h15

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imagem do Centro de Operações Integradas
Treinamento prático e teórico no COI visa cruzar dados de tráfego, reconhecimento facial e leitura de placas - Divulgação/Prefeitura de São Vicente


A integração de dados e o monitoramento em tempo real contam com um novo patamar operacional na segurança pública de São Vicente. Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), oficiais da Polícia Militar (PM) e fiscais da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) concluíram, nesta sexta-feira (25), uma capacitação técnica intensiva no Centro de Operações Integradas (COI).

O treinamento de dois dias focou no uso prático avançado da plataforma Metropolys, software que centraliza e cruza as informações tecnológicas captadas no município.

A ferramenta já se encontra em pleno funcionamento na central de videomonitoramento da cidade e faz parte do plano de modernização do sistema de inteligência viária e preventiva de São Vicente.

imagem dos agentes em treinamento
Treinamento reuniu Guarda Municipal, Polícia Militar e Secretaria de Mobilidade Urbana - Divulgação/Prefeitura de São Vicente

A instrução foi conduzida pelo especialista Carlos Silva, representante da plataforma, que detalhou como a automação de dados reduz o tempo de resposta entre o registro de um incidente e o deslocamento de equipes para o local da ocorrência.

Durante o curso, os participantes dividiram-se entre conceitos teóricos e simulações operacionais no painel do COI. O primeiro módulo debateu a evolução dos centros de controle urbano impulsionados por algoritmos de inteligência artificial.

O segundo dia concentrou-se na navegação prática da plataforma e no manuseio das ferramentas de checagem imediata. Sobre o estágio atual da tecnologia e a proposta de operação conjunta entre as forças municipais e estaduais, Carlos Silva destacou:



A plataforma já está implantada, não é algo que ainda vai chegar. Essa fase de treinamento já acontece com ela em funcionamento. São Vicente tem um Centro de Operações Integradas que reúne segurança e mobilidade. Esse conceito de integração permite olhar a operação da cidade como um todo”, explica.

Cruzamento de dados de trânsito, placas e reconhecimento facial

O grande diferencial do sistema adotado em São Vicente é a eliminação de softwares isolados. Em uma única tela, os operadores do COI conseguem monitorar o fluxo de veículos, checar os alertas emitidos pelas câmeras de Leitura de Placas (LPR), acompanhar o sistema de reconhecimento facial para identificação de foragidos da Justiça e visualizar o mapa de calor de tráfego das regiões insular e continental.

Um dos pontos mais práticos demonstrados durante a capacitação foi o convênio de compartilhamento de dados em tempo real com a comunidade de usuários do aplicativo de navegação Waze.

Alertas gerados por motoristas na plataforma colaborativa, como buracos, atropelamentos, veículos quebrados na via ou congestionamentos repentinos, são captados instantaneamente pelos servidores do COI.



Carlos Silva exemplificou como essa triangulação tecnológica acelera o atendimento nas vias públicas:

Se existe um acidente ou qualquer alteração no trânsito, essa informação chega ao centro de operações em tempo real. A câmera de monitoramento mais próxima pode trazer a imagem e a equipe que estiver naquela região pode ser informada. Tecnologias que normalmente operam separadamente passam a funcionar de forma integrada dentro de uma plataforma única”.

Eficiência no patrulhamento e gestão urbana

Com o ambiente unificado, o COI passa a funcionar não apenas como um ponto de vigilância passiva por vídeo, mas como um centro de inteligência preditiva. A proximidade física entre operadores da GCM, da PM e da Semob na mesma sala de controle facilita a tomada de decisão rápida.

Quando um carro roubado cruza um dos portais de entrada da cidade, por exemplo, o sistema LPR dispara um alarme no painel principal, indicando a localização exata do veículo. Automaticamente, as câmeras mais próximas acompanham a rota de fuga enquanto os operadores acionam a viatura mais próxima da PM ou da Guarda Municipal via rádio.



No caso do trânsito, interrupções inesperadas identificadas por câmeras ou pelo Waze permitem que agentes da Semob sincronizem semáforos remotamente ou enviem operadores de tráfego para desvios estratégicos antes que grandes retenções se formem.

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