Medida vai na contramão da determinação do Conselho Federal de Enfermagem. Prefeitura apura o caso

“É proibido filmar e fotografar”, diz o aviso que alguns moradores de São Vicente (SP) viram, e questionam o teor. A placa impressa em folhas de papel sulfite e anexada com o auxilio de clips foi vista em algumas das Unidades Básicas de Saúde – UBS em plena campanha de imunização contra a Covid-19, entre elas a Tancredo Neves, no bairro Cidade Náutica.
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Uma das pessoas descontentes é um homem, que acompanhava a tia, uma idosa de 82 anos, que tomou a primeira dose. Ele pretendia mandar a imagem para familiares. Além do aviso, uma funcionária do posto também impediu a gravação. O mesmo homem afirmou não poder ver a preparação da vacina.
A prática contraria o preconizado pelo Conselho Federal de Enfermagem que recomenda o registro justamente para evitar fraudes na aplicação, como já ocorreu em outras cidades. A determinação informa ainda que a filmagem da vacinação é permitida, mas o rosto do profissional que a aplica, essa sim, só é permitida mediante a autorização do próprio profissional.
Segundo a coordenadoria da Câmara Técnica de Atenção à Saúde do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o paciente tem todo o direito de ter os dados da pessoa que está administrando esse imunizante e de filmar ou registrar este procedimento. Se o profissional permitir, ele pode filmar, inclusive, o profissional.
A prefeitura
Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), informou que o caso está sendo apurado e que as medidas necessárias serão tomadas. “A Sesau ressalta que a proibição de filmagem ou foto não foi uma orientação passada pela Secretaria, e que os procedimentos de preparo e aplicação do imunizante podem, sim, ser filmados ou fotografados, com o cuidado de não mostrar o rosto do funcionário do setor, caso este não queira aparecer”.