Mecânico de 47 anos permaneceu desaparecido durante cinco dias, após ter um surto; depois de intensa procura de familiares, ele foi encontrado sem vida nas águas que afluem no Mar Pequeno, há cerca de 3 km de onde havia desaparecido

O mecânico Marcos Henrique de Oliveira, de 47 anos, foi encontrado sem vida às margens do Largo Pompeba, em São Vicente, no litoral de São Paulo, na tarde da última sexta-feira (28), segundo informações de sua irmã, a agente de viagens Thelma de Oliveira, de 41 anos.
Ainda de acordo com a irmã, ele não tinha desavenças. No corpo, não foram encontrados sinais de violência. “Ele é uma pessoa muito querida. Muito maravilhoso. Todo mundo gostava dele, graças a Deus. Todo mundo. Uma pessoa tranquila, da paz”, lamentou Thelma.
Clique e faça parte do nosso grupo no WhatsApp ➤ http://bit.ly/CostaNortesonoticias3& receba matérias exclusivas. Fique bem informado! 📲
Na tarde desta segunda-feira (31), ela afirmou que luta para confortar seus pais. “Meu pai, minha mãe, estão muito abalados. Até ele fala, ‘eu nunca pensei que eu fosse enterrar meu filho’. Chora muito. É uma dor que só sabe quem passa.”
Marcos permaneceu desaparecido durante cinco dias, com intensa procura de familiares, e foi encontrado há cerca de 3 km de onde havia desaparecido, nas águas que afluem no Mar Pequeno, que separa São Vicente de Praia Grande.
O mecânico, de acordo com Thelma, teve um surto, por volta das 4h00 horas da madrugada do último dia 23. Inexplicavelmente, Marcos pulou a janela de sua residência e saiu caminhando no escuro pela Avenida Vereador Oswaldo Toschi, no bairro Jóquei Club.
Além dos pais e dos irmãos, Marcos deixa esposa e seis filhos. Ele foi sepultado no Cemitério Municipal de São Vicente, neste domingo (30). Thelma, sua irmã, agradeceu a colaboração de todos nas buscas pelo irmão, e lamentou.

“Não tenho nem palavras, ele era um irmão tão maravilhoso. É duro de acreditar. Ele é muito bom. Um irmão que toda irmã sempre quis ter. Era muito carinhoso, para todos nós, muito alegre, muito feliz”, afirmou ela e completou, com dificuldade “Ele falava, ‘essa é a minha irmã’, com muito orgulho da gente. Essa palavra, ‘essa é minha irmã’, eu vou levar pra vida toda”.
Desaparecimento
Dias antes de sumir, segundo informações de familiares, o mecânico estava deprimido e apresentou comportamento incomum.
Na madrugada do dia 23, Marcos, que estava desempregado, acordou assustado, acreditando que alguém o perseguia, pulou a janela de sua residência, saiu caminhando no escuro pela Avenida Vereador Oswaldo Toschi, no bairro Jóquei Club e não foi mais visto até ser reencontrado sem vida.
“Ele estava dormindo e teve um surto. Ele começou a quebrar as coisas dentro de casa, querendo pular a janela. Aí ele conseguiu pular e saiu. E nisso que ele saiu, a esposa dele foi informar pra minha mãe e minha mãe avisou a gente, que foi quando a gente começou a já anunciar”, relatou Thelma na quarta-feira (26), quando procurava o irmão.
De acordo com Thelma, seu irmão Marcos não era um homem agressivo, pelo contrário, tinha bom temperamento. "Ele é uma pessoa muito boa, as pessoas gostam muito dele. Ele é muito querido aqui na região, graças a Deus”, afirmou na ocasião.
Segundo ela, uma mudança de comportamento em Marcos, nos dias que antecederam o desaparecimento, foi notada por sua mãe, que morava ao lado dele. “A nossa mãe falou para mim que ele [Marcos] estava muito triste ultimamente. Só que ele não falava pra gente o motivo. Ele ficava de cabeça baixa, desanimado, só que ele não falava o que era”, afirmou Thelma, em tom de desconcerto e preocupação.
De acordo com informações da irmã, Marcos não tinha diagnóstico confirmado de nenhuma doença psicológica, porém Thelma suspeita: “A gente tem uma suspeita de que ele está com depressão”, afirmou a irmã de Marcos, à época.
PARA LER AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SÃO VICENTECLIQUE AQUI