RISCO NA ENCOSTA

Rochas gigantes ficam instáveis 70 metros acima da rodovia Rio-Santos e ameaçam encosta com casas e comércios no litoral de SP

Defesa Civil e IPT identificaram rochas instáveis 70 metros acima da rodovia Rio-Santos; imóveis não precisam ser evacuados neste momento


Redação
Publicado em 19/09/2026, às 13h00

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Imagem mostra equipes de vistoria, como a Defesa Civil e técnicos, avaliando uma área de encosta afetada por deslizamento de terra com grandes blocos de rocha e vegetação exposta
Equipes avaliaram blocos que ficaram instáveis na encosta de Toque-Toque Pequeno - Juliano Rodrigues/Prefeitura de São Sebastião


Blocos de rocha de até 30 toneladas estão em condição crítica de estabilidade em encosta de Toque-Toque Pequeno, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Defesa Civil e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) avaliaram a área na quinta-feira (17), depois que rochas se desprenderam durante as últimas chuvas e deslizaram pelo morro, situado acima de residências e comércios.

A ocorrência chegou à Defesa Civil por meio de um morador, que relatou ter ouvido um barulho nas primeiras horas do dia. Na vistoria, a equipe identificou que o desprendimento começou no topo do morro, aproximadamente 70 metros acima da rodovia Rio-Santos. Os blocos desceram pela encosta e provocaram danos ao longo do trajeto até pararem. O material divulgado não especifica quais danos foram registrados.

O chefe de Operações da Defesa Civil, Bruno Angeli, acompanhou a subida ao morro com a equipe técnica. A análise buscou verificar as condições da encosta e os riscos para moradores e comerciantes instalados na parte mais baixa.

Defesa Civil e IPT avaliaram a área na quinta (17) - Foto: Juliano Rodrigues/Prefeitura de São Sebastião
Defesa Civil e IPT avaliaram a área na quinta (17) - Foto: Juliano Rodrigues/Prefeitura de São Sebastião

IPT encontra blocos em condição crítica

O pesquisador geólogo do IPT Nestor Kenji Yoshikawa explicou que os técnicos encontraram diversas rochas instáveis. O levantamento servirá de base para definir quais medidas poderão reduzir o risco.

Nós fizemos o levantamento de vários blocos rochosos que ficaram em condição instável, todas elas acima de 5 toneladas, algumas com 20 toneladas, algumas com 30 toneladas, em condições críticas de estabilidade”, afirmou Yoshikawa.

Entre as alternativas avaliadas estão remoção ou fragmentação dos blocos. Outra possibilidade consiste em manter parte das rochas na encosta com instalação de estruturas de apoio. 



O geólogo ressalta que as condições da encosta podem mudar, principalmente com a ação da chuva e da erosão. “Tem que passar a água, chove, tem erosão, né, e as condições modificam, então é uma condição dinâmica”, explicou.

Moradores precisam deixar os imóveis?

Apesar da situação identificada pelos técnicos, não há necessidade de evacuar os imóveis localizados abaixo da encosta neste momento, conforme avaliação informada pela Defesa Civil.

As equipes permanecem em alerta para possíveis mudanças no cenário. De acordo com a administração municipal, a análise técnica feita com o IPT deverá orientar as medidas de contenção, remoção ou mitigação necessárias para reduzir os riscos na área.



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