Cargos comissionados

Ministério Público pede exoneração de 457 cargos comissionados em São Sebastião

Prefeito de São Sebastião tem 20 dias para responder e caso a recomendação não seja acatada, o MP avisou que vai denunciar o prefeito por improbidade administrativa


Da redação
Publicado em 17/03/2021, às 09h29 - Atualizado às 09h33

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Ministério Público instaura inquérito para apurar as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado São Paulo (TCE) nos gastos no combate a Covid-19 na gestão Felipe Augusto  prefeitura sao sebastiao - Divulgação
Ministério Público instaura inquérito para apurar as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado São Paulo (TCE) nos gastos no combate a Covid-19 na gestão Felipe Augusto prefeitura sao sebastiao - Divulgação


Assinado pela promotora Janine Rodrigues e com data da última sexta-feira (12), o Ministério Público enviou recomendação ao prefeito Felipe Augusto para que exonere, imediatamente, 457 cargos comissionados.

Caso a recomendação não seja acatada, o MP avisou que vai denunciar o prefeito por improbidade administrativa. Felipe tem 20 dias para responder.

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Os cargos foram criados em dezembro de 2019, depois de serem aprovados por sete vereadores.

As informações são do jornalista Helton Romano.

Na época, a maioria dos cargos tem atribuições técnicas, operacionais ou burocráticas, que são próprias de cargo efetivo, a ser preenchido por concurso. O comissionado somente se justifica quando há necessidade de relação de confiança com o prefeito para exercer determinada função.



Não é o caso, por exemplo, do assessor de almoxarifado, com atribuições de atuar na conferência de pedidos de compra e no controle de estoque de materiais.

Por conta das mesmas irregularidades, a Justiça extinguiu cerca de 350 cargos, em sentença publicada em setembro de 2019. Três meses depois o prefeito enviou um projeto à Câmara, criando 726 cargos.

O projeto foi protocolado além do horário limite para entrar na pauta da sessão, a última daquele ano. Mesmo assim, o então presidente Teimoso incluiu o projeto, que foi mantido sob sigilo até o início da sessão.



Os vereadores votaram, sem ler e a toque de caixa, um calhamaço de mais de mil páginas. Os votos favoráveis foram dos vereadores Daniel Simões, Reinaldinho, Paulinho, Renato, Elias, Mauricio e Reis.

O impacto somente foi notado dias depois. A estrutura administrativa da Prefeitura foi inchada com mais departamentos (subiu de 40 para 65) e divisões (de 128 para 195). Dessa forma, o prefeito conseguiu acomodar 726 cargos comissionados.

O projeto também aumentou salário de assessores e de chefes de secretaria. Esses últimos ganhavam R$ 7.022 e passaram a receber R$ 9.679.



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