Guapuruvus mortos às margens da rodovia Rio-Santos são retirados


Costa Norte
Publicado em 07/02/2014, às 13h11 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h27

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Espécie está contaminada com pragas ainda não identificadas

A Defesa Civil de São Sebastião e o Corpo de Bombeiros realizaram, no final da tarde da segunda feira, 3, o corte de duas árvores guapuruvus que ofereciam risco de queda na altura dos quilômetros 138 e 139 da rodovia Rio-Santos, em Guaecá, na costa sul do município. No total, de acordo com a Defesa Civil, são 47 guapuruvus que necessitam ser cortados. Eles estão entre os bairros de Toque Toque Pequeno, na região sul da cidade, e da Enseada, na costa norte. Segundo o chefe da Defesa Civil Carlos Eduardo dos Santos, a derrubada dos dois guapuruvus de, aproximadamente 35 a 40 metros de altura, ocorreu em caráter emergencial. A espécie estava em risco de cair, em função da sua morte, e atingir os transeuntes e condutores de veículos. “Várias árvores ao longo da estrada estão secas devido à ação de fungos, os quais não sabemos a procedência”, explicou Carlos. Ainda de acordo com o chefe da Defesa Civil, um monitoramento vem sendo realizado há pouco mais de três meses, e o trabalho para a retirada de outras árvores ocorrerá de forma programada com data marcada, para que os usuários da rodovia não sejam prejudicados. O engenheiro da EDP Bandeirante Cleiton Matsumoto, responsável pela manutenção da rede elétrica na região, salientou que, em alguns locais, não haverá necessidade de desligar a energia e mexer na fiação como ocorreu na segunda-feira. Ele explicou que as novas ações deverão ser programadas com, pelo menos, 21 dias de antecedência. A ação de segunda-feira, 3, contou com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual e das empresas Vivo, de telefonia, e EDP Bandeirantes, de energia elétrica, além do Departamento de Estradas de Rodagem - DER.

Quadrinho para o texto Tradição O guapuruvu é uma árvore notável pela sua velocidade de crescimento, que pode atingir três metros por ano, podendo chegar a até 30 metros de altitude. Sua madeira sempre foi muito apreciada por caiçaras da região para a confecção de canoas, por sua leveza e facilidade de entalhe. Esta prática, no entanto, atualmente é proibida pelas leis ambientais, já que implica no corte da árvore.

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