
A Defesa Civil de São Sebastião participou de um treinamento na tarde de quarta-feira (24) em campo aplicado pelo Instituto Geológico (IG) de São Paulo, com o objetivo de avaliar áreas de risco de escorregamento e de inundação na cidade. Os locais escolhidos foram a Vila Tropicanga, em Boiçucanga, e a comunidade Areião, no bairro de Cambury, ambos localizados na Costa Sul do município. Tais áreas, de acordo com o chefe da Defesa Civil Carlos Eduardo dos Santos, o Carlão, são as que sempre apresentam problemas quando chove forte. A ação faz parte do curso sobre desastres naturais e mapeamento das áreas de risco, e também envolve o Conselho Municipal de Defesa Civil (Consdec), que conta com representantes de todas as secretarias. No total, 25 pessoas receberam orientações e explicações dos profissionais do IG, e depois foram divididas em grupos para aplicar os conceitos em campo. Em Boiçucanga, o geógrafo Rogério Ribeiro e o tecnólogo Eduardo de Andrade entregaram a prancha da área Tropicanga, cuja imagem de satélite foi registrada em 2010, e apresentaram aos participantes a carta topográfica do local datada de 1978, ainda sem moradias. Com base nos documentos, os alunos observaram três situações de perigo em cada setor: risco de deslizamento de terra, vulnerabilidade e danos materiais e humanos que podem acontecer. “O objetivo de ir a campo é definir os setores que podem ter os mesmos, ou diferentes problemas. É importante verificar como é o solo, qual a estrutura da casa, enfim, detalhar todas as informações observadas no local”, disse Ribeiro.
Ficha Durante o trajeto na Vila Tropicanga, os participantes verificaram a área e preencheram uma ficha de caracterização com vários tópicos, os quais foram esclarecidos antecipadamente pelas geólogas Lídia Keiko Tominaga e Maria José Brollo. A dinâmica ocorreu, ainda, na Zeis (Zona de Especial Interesse Social) Areião, considerada uma das áreas de risco de inundação no município, onde também houve o preenchimento de uma ficha para caracterizar o local. O curso terminou quinta (25), com uma oficina para consolidação dos dados obtidos em ambos os lugares e para continuidade da avaliação de risco no restante do município.