Programa vai integrar percursos em diferentes regiões, fortalecer a conservação ambiental e estimular o desenvolvimento sustentável das comunidades locais

O governo paulista instituiu a Rede de Trilhas do Estado de São Paulo, um programa voltado à integração e organização de trilhas de longo curso em diversas regiões paulistas. A iniciativa busca ampliar as oportunidades para o turismo de natureza, promover a conservação ambiental e fortalecer a conexão entre áreas consideradas estratégicas para a preservação dos ecossistemas.
A proposta prevê a inclusão de trilhas que apresentem relevância ambiental e potencial para atividades turísticas, esportivas, recreativas e educativas. Além de incentivar a visitação em ambientes naturais, a rede pretende contribuir para a conectividade das paisagens e para a proteção da biodiversidade.
Entre as metas do programa estão a criação de um sistema estadual integrado de trilhas, a articulação com a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade e a padronização da sinalização dos percursos, facilitando a orientação dos visitantes e ampliando a segurança dos trajetos.

A estrutura da rede será organizada em três categorias. As trilhas locais abrangem percursos que podem ser concluídos em algumas horas ou em até um dia de caminhada. Já as trilhas regionais de longo curso exigem ao menos um pernoite e podem demandar até 28 dias para serem percorridas integralmente. As trilhas nacionais de longo curso serão formadas pela interligação de duas ou mais rotas regionais, com duração superior a 28 dias.
O programa também tem como foco o desenvolvimento sustentável das regiões contempladas. A expectativa é que a iniciativa estimule a geração de renda, fortaleça o turismo regional e valorize as comunidades locais, aliando crescimento econômico à preservação dos recursos naturais.
A coordenação da Rede de Trilhas ficará a cargo de um Grupo de Trabalho Intersecretarial vinculado à Secretaria Estadual de Turismo e Viagens, com participação da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e da Fundação Florestal.
Órgãos públicos, empresas e organizações da sociedade civil poderão apresentar propostas de trilhas para integrar a rede. Os critérios para adesão e reconhecimento dos percursos ainda serão definidos pelo grupo responsável pela gestão do programa.