Leilão da desestatização deve ocorrer este ano, assegurando R$ 16 bilhões em investimentos

Obra do túnel Santos-Guarujá pode ser financiada com verbas do projeto de desestatização do Porto de Santos. A empresa que vencer o leilão previsto para este ano, que deve assegurar R$ 16 bilhões em investimentos. Parte do valor será usado na construção da obra rodoviária. O projeto foi detalhado durante o 1º Seminário Vou de Túnel de Mobilidade Urbana, realizado em São Paulo na sexta-feira (18).
De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a construção do túnel é a melhor opção para promover a ligação seca entre Santos e Guarujá, de forma a não impedir o crescimento da estrutura portuária nem a movimentação de cargas no local.
“A gente precisava de uma solução para a travessia seca, que desse mais segurança para a navegação e que, do ponto de vista de financiabilidade, fosse melhor de custo Brasil. Nós temos a tecnologia necessária para fazer e operar o túnel, e resolvemos a questão da financiabilidade com o processo de desestatização do Porto de Santos”, afirmou.
Ainda segundo o ministro, o concessionário que vencer o leilão do terminal portuário vai garantir que o valor do túnel aumente, tendo em vista que hoje é negativo. “Uma parcela da outorga será da ligação São Vicente x Santos (Túnel do Maciço), outra parcela para o Viaduto da Alemoa, e outra parcela da ligação seca, criando mais rotas de deslocamento que permitam desobstruir o trânsito da Baixada Santista”, explicou.
“Como o porto tem muita potência financeira, ele comporta tranquilamente esse investimento. Vamos ter um concessionário rodoviário para fazer o túnel com suas pistas ida e volta, o VLT e ciclofaixa, e o melhor é que a saúde financeira desse projeto será garantida pela outorga do Porto de Santos”.

O Porto passará de 160 milhões de toneladas movimentadas ao ano para 290 milhões de toneladas anuais ao longo das próximas décadas. O local se transformará no maior porto do Hemisfério Sul, além de aumentar a geração de emprego e renda na região.
A desestatização do Porto de Santos já despertou o interesse do mercado, inclusive de investidores e operadores internacionais. “Temos um modelo que está preservando a segurança jurídica, o contrato de arrendamento, e que se destaca do ponto de vista concorrencial, despejando muito investimento”, finalizou.