Uso de drones e topografia de precisão identifica centenas de bueiros e poços de visita; planejamento preventivo reduz os riscos de pontos de entupimentos
Redação
Publicado em 04/11/2026, às 15h08

A prevenção contra alagamentos durante os períodos de chuvas intensas terão reforço tecnológico inédito na Baixada Santista. Santos iniciou o cadastramento digital detalhado de todos os dispositivos do sistema de drenagem pluvial situados na região dos morros.
A primeira fase dos trabalhos concentrou-se no morro da Nova Cintra, resultando na identificação precisa de 485 pontos de escoamento, distribuídos por 26 vias e logradouros do bairro.
A iniciativa reúne equipes técnicas da Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais (Sepref) e da Prodesan. A formação desse banco de dados cartográfico permite planejar a limpeza preventiva, antecipar manutenções em galerias obstruídas e direcionar obras de infraestrutura antes da chegada do pico do verão.
O levantamento detalhado no Nova Cintra catalogou a estrutura subterrânea e de superfície, que capta as águas da chuva na parte alta da cidade. Foram cadastradas 282 bocas de lobo; 42 bocas de sapo; e 161 poços de visita (bueiros de inspeção).
Os técnicos também captaram imagens aéreas de alta resolução (ortofotos) para o mapeamento tridimensional de ruas, vielas, declives e canais. Para medir coordenadas técnicas, ângulos e distâncias exatas das grelhas, foi utilizada uma estação total topográfica e prisma refletor.
A precisão dos dados permite que os tratores e caminhões de sucção da limpeza urbana sigam diretamente ao ponto de obstrução sem perda de tempo das equipes de campo.
Com a conclusão dos trabalhos no Nova Cintra, a administração municipal prepara a extensão do cadastro técnico para as demais comunidades elevadas de Santos. A próxima área a receber o escaneamento topográfico é o morro Santa Maria, com início dos trabalhos de campo agendado para o final deste mês de novembro.
A projeção da assessoria técnica prevê que a varredura em todos os morros do município conclua-se em um prazo de dois a três meses. A estruturação dessa base digital substitui o atendimento reativo por um plano contínuo de manutenção pluvial, garantindo maior proteção aos moradores de áreas de encosta e otimização dos recursos públicos.