Em entrevista na manhã desta segunda-feira (12), Rogério Santos disse que lockdown, ao lado de vacinação em massa e aumento do número de leitos de UTI, foi eficiente no controle da pandemia e não descartou novo confinamento caso número de casos volte a subir descontroladamente de novo
Da redação
Publicado em 12/04/2021, às 12h04 - Atualizado às 12h30

O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), não descartou a possibilidade de um novo lockdown na cidade, caso o número de casos de covid-19 saia de controle novamente.
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“[O lockdown] será adotado caso haja um aumento dos números, como em outros países, outras cidades por todo o mundo”, afirmou o prefeito em entrevista na Santa Cecília TV, nesta segunda-feira (12), ao fazer o balanço dos primeiros 100 dias de governo.
Além de mandatário de Santos, Rogério também é presidente do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista), órgão regional que reúne, também, as cidades de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande e São Vicente. Isso dá a ele grande influência institucional sobre as restrições impostas nas demais cidades.
O prefeito de Santos também argumentou que o lockdown, junto das vacinas e do aumento do número de leitos de UTI, foi crucial para o controle da escalada da covid-19 que começa a se delinear na cidade.
O prefeito fez uma comparação entre o número de internações antes do lockdown e depois dele. “O lockdown tem resultados. Se a gente lembrar do dia 26, foi o pior dia. Nós tivemos 81 internações em UTI. Em um dia, 81 internações em UTI. E, passado esse tempo do lockdown, por exemplo, na semana retrasada já tivemos 52 internações de UTI por dia, em média. E na semana passada, 41”.
“Então há um decréscimo. Enquanto o Brasil, o estado de São Paulo, estão ainda em subida, nós, aqui na cidade de Santos, tivemos um decréscimo da semana retrasada para a semana passada de 21% do número de pessoas diariamente internadas em UTI. Então, [isso] já demonstra que o lockdown teve um efeito positivo na cidade de Santos”. argumentou o prefeito