CANAIS DE SANTOS

Santos: canais começam a receber ecobarreiras com plantas aquáticas

Ecobarreiras serão utilizadas nos canais para impedir a chegada de resíduos sólidos no mar de forma mais eficiente e sustentável


Redação
Publicado em 22/09/2023, às 11h33

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Os aguapés são adaptados à água salobra e filtram o líquido do canal por um processo biológico - Francisco Arrais/Prefeitura de Santos
Os aguapés são adaptados à água salobra e filtram o líquido do canal por um processo biológico - Francisco Arrais/Prefeitura de Santos


Há algo diferente no canal 1, em Santos. Quem passa pela avenida Pinheiro Machado, esquina com a avenida Presidente Wilson (orla) pode observar que galões para produtos de limpeza viraram um flutuante com aguapés dentro do canal. Mas não se trata apenas de uma mudança estética. A barreira com plantas aquáticas, que foi implantada na quinta-feira (21), é a nova ecobarreira que a cidade utilizará para impedir a chegada de resíduos sólidos no mar de forma mais eficiente e sustentável.

A Secretaria de Meio Ambiente de Santos (Semam) vai substituir as barreiras em todos os canais e ampliar a utilização da contenção, que será instalada, em diversos pontos na cidade, não apenas próximo às praias.

Segundo a administração municipal, as plantas têm uma função ambiental muito além de serem agradáveis ao olhar. Os aguapés são adaptados à água salobra e filtram o líquido do canal por um processo biológico. Já a flutuação da barreira se dá por meio de galões de plástico de produtos de limpeza reaproveitados, que presos por redes e cordas de pesca reutilizadas, doados por pescadores locais, faz a contenção dos resíduos sólidos.



“Essa é mais uma ação dentro da estratégia de conter o lixo antes que ele chegue até as praias. A barreira é uma peça bonita, eficaz e vamos observar se ela promove também a melhoria da água dos canais através desta interação da água, aguapés e contenção”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, Marcos Libório.

Ecobarreiras em canal de Santos
Ecobarreiras no canal 1 - Prefeitura de Santos

O projeto foi idealizado pelos estagiários de Engenharia Ambiental da Semam, sob a supervisão da bióloga Débora Mandaji, mestre em saneamento básico. A confecção das ecobarreiras contou com o apoio do Programa Beco Limpo, do Instituto Arte no Dique, e da Unifesp.



Santos desenvolve, desde 2017, o Programa de Identificação das Fontes de Resíduos Marinhos, que possibilitou a instalação das barreiras flutuantes nos canais, entre outras iniciativas. O novo projeto teve apoio do Fundo Municipal de Preservação e Recuperação do Meio Ambiente.

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