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Prédios tortos de Santos: solução avança em reunião no Rio de Janeiro

Encontro destravou pauta sobre a correção estrutural dos edifícios inclinados da cidade e projetos ligados ao enfrentamento das mudanças climáticas


Redação
Publicado em 26/03/2026, às 12h47

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Prédios tortos de Santos: solução avança em reunião no Rio de Janeiro
Processo para realinhar os edifícios consiste no uso de macacos hidráulicos para elevar a estrutura e executar nova fundação - Divulgação/Prefeitura de Santos


Soluções para o reaprumo dos prédios tortos e propostas de drenagem da orla marítima deSantos, no litoral paulista, avançaram em reunião com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), promovida na quarta-feira (25), no Rio de Janeiro. O encontro apresentou alternativas de engenharia e caminhos de financiamento para viabilizar os projetos.

Atualmente, o município acompanha a situação de 65 prédios com desaprumo, concentrados entre os canais 2 e 6, nos bairros Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida. As inclinações estão associadas ao tipo de fundação utilizado há mais de 60 anos e às características do solo da região.

Organização dos moradores

Desde 2024, representantes dos edifícios criaram a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (Acopi), que atua na busca por soluções para o problema.



O secretário de Governo, Fábio Ferraz, destacou o avanço das tratativas e a necessidade de financiamento para viabilizar as intervenções. Ele afirma que há alternativas técnicas, mas que o projeto depende de recursos para sair do papel.

Como funciona o reaprumo

O processo de reaprumo consiste em alinhar novamente o prédio com o uso de macacos hidráulicos, que terão a função de elevar a estrutura para a execução de uma nova fundação.

Após estudo geotécnico, são instaladas estacas com cerca de 50 metros de profundidade, garantindo maior estabilidade. Com a correção, as edificações retornam ao alinhamento original.



Durante a reunião, foram apresentados estudos sobre o edifício Núncio Malzoni, que possuía inclinações de até 2,2° e passou por processo de correção com acompanhamento técnico especializado.

Drenagem e tecnologia

A agenda também incluiu projetos ligados ao enfrentamento das mudanças climáticas, com destaque para a modernização do Centro de Controle Operacional (CCO), que teve financiamento aprovado para avançar às próximas etapas.

A ampliação do equipamento permitirá integração de mais órgãos e uso de novas tecnologias, com aplicação no monitoramento de segurança e de áreas de risco ambiental.



Também avançaram as tratativas para financiamento da macrodrenagem da orla da praia, com foco na requalificação da estrutura existente.

O secretário de Finanças, Adriano Leocadio, destacou a importância dos investimentos e a capacidade do município de acessar linhas de crédito. Ele reforça que o planejamento fiscal permite negociar recursos para obras estruturantes voltadas à população.

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