Ao abrir estabelecimento, proprietária encontrou local revirado com seus instrumentos de trabalho furtados; após furto, vizinhos se uniram para ajudar comerciante a se reerguer
Da redação
Publicado em 09/08/2021, às 10h22 - Atualizado às 14h52

O Ateliê Cravo e Canela, um pequeno comércio alimentício em Santos, no litoral de São Paulo, foi furtado na tarde deste domingo (8) levando a proprietária ao desespero. ”Tive que tomar remédio pra dormir”, afirmou Gabriela Carneiro, de 39 anos, sócia-proprietária da loja junto do marido, Marcos.
Gabriela afirma que inaugurou a loja na rua Maria Mercedes Fea, no bairro Saboó, há apenas dois meses, após manter outra na mesma rua por cinco meses. “Por conta do aluguel, a gente acabou optando por esse local que é mais barato.”, afirma ela.
Por volta das 13h de domingo, ao abrir o estabelecimento, Gabriela deu de cara com um pesadelo. “Quando chegamos, a porta de ferro estava levantada e torta na parte de baixo. Os brigadeiros, confetes, tudo jogado no chão”, relembra a comerciante, que prepara os alimentos comercializados.
“Eu faço churros, roubaram a minha fritadeira. Eu faço fondue, roubaram a minha derretedeira. Faço crepe francês, roubaram a máquina de crepe também. O ar-condicionado. A gente tava colocando o ar. Roubaram também”. Gabriela estima um prejuízo de aproximadamente R$ 3.000 reais.
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Como se não bastasse, ela ressaltou que os itens furtados eram essenciais para o funcionamento do comércio. “Roubaram todos os meus instrumentos de trabalho. A gente tá lá há dois meses, e não imaginamos que fosse acontecer isso. foi desesperador, eu entrei em pânico. Tive que tomar remédio pra me acalmar, porque eu estava bem nervosa”, afirmou a comerciante na manhã desta terça-feira (9).
Gabriela ainda não abriu ocorrência policial relativa ao furto. “Não abri BO ainda, e não sei se vou abrir, o pessoal diz que não resolve”, desabafa.
No entanto, de acordo com Gabriela, após a notícia do furto se espalhar pelo bairro, uma rede de solidariedade se formou entre vizinhos.
“Tem um WhatsApp que é daqui do bairro e os moradores entraram em campanha pra me ajudar. Então um vai emprestar uma coisa, outro vai emprestar outra. E vamo que vamo, a gente não pode parar. Pago R$ 800 reais de aluguel, vence dia 15. Tenho uma semana só pra trabalhar e juntar o restante do dinheiro do aluguel”, conclui, esperançosa, a trabalhadora.