Chefe do setor de identificação da Polícia Civil Marcelo Cassola foi fuzilado com mais de 30 tiros em agosto deste ano e jogado em ciclovia; denominada “Blue Line”, a operação nos morros São Bento e Santa Maria contou com mais de 100 policiais

No início da manhã de ontem (20), policiais Civis do 1º e 3º DEIC de Santos no litoral de São Paulo realizaram a operação “Blue Line” que teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão cautelar e mandados de busca e apreensão contra pessoas e imóveis investigados por suspeita de participação no homicídio do policial civil Marcelo Cassola.
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A operação teve êxito em capturar um dos suspeitos do homicídio de Marcelo, que era chefe do setor de identificação da Polícia Civil. O profissional morreu fuzilado com mais de 30 tiros em agosto deste ano e deixado à beira de uma ciclovia em Santos.
Segundo o Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), o homem de 23 anos foi preso em flagrante e está à disposição da Justiça. Um outro homem de 33 anos foi preso em flagrante por posse de drogas.
Marcelo Gonçalves Cassola era diretor do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista e chefe do setor de identificação do Palácio da Polícia. Este setor é responsável, entre outras coisas, pelo registro de carteira de identidade e por emitir atestado de antecedentes criminais.
O corpo de Cassola foi encontrado no dia 22 de agosto de 2022, no bairro Caneleira em Santos, por volta das 21h30. A polícia afirmou que ele foi atingido por pelo menos 30 tiros, sendo alguns de fuzil e outros de arma 9 mm. A ocorrência foi acompanhada pela equipe da 3ª Delegacia da Divisão de Homicídios (Deic).
De acordo com a Polícia Civil, durante a operação “Blue Line” foram empenhados 120 policiais civis, 47 viaturas, dois drones e um helicóptero de apoio à operação. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em imóveis situados nos morros São Bento e Santa Maria.
Em um dos imóveis, foram apreendidos 55 tijolos de maconha (55.440 gramas), três tijolos de cocaína (1.820 gramas), milhares de pedras de crack (960 gramas), duas porções a granel de cocaína (190 gramas), além de pequenas porções de haxixe (31 gramas).

Além das drogas, foram achados e recolhidos quatro celulares, R$ 791, três rádios comunicadores, cadernos de contabilidade da organização criminosa, balanças de precisão e duas motocicletas furtadas em agosto. Toda a droga estava em posse do homem de 33 anos que foi preso na operação.
Em nota enviada ao Portal Costa Norte, a polícia informou que a atuação de campo contou com o apoio operacional dos agentes do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) e da Delegacia de Defesa da Mulher de Santos.
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E a nota ainda esclarece: “O nome da operação faz alusão ao símbolo surgido nos Estados Unidos de luta contra a morte de policiais, que vivem suas rotinas protegendo a sociedade do mal e do caos e arriscando suas vidas para cumprir seu dever funcional”.