
Com entrada gratuita, a Bachiana Filarmônica Sesi-SP e seu maestro titular e diretor-artístico João Carlos Martins apresentam-se no Teatro Coliseu Santista, em Santos (rua Amador Bueno, 237, no centro), na próxima terça-feira, 30, às 20h. O concerto terá em seu repertório Ladies in Lavender, de Nigel Hess; Intermezzo, de Mascagni; e Cinema Paradiso, de Ennio Morricone. Ao final, a orquestra executará Concerto para Piano e Orquestra, de Schumann. A retirada de ingresso deve ser feita duas horas antes do concerto e o limite é de dois ingressos por pessoa. Símbolo de superação e talento, João Carlos Martins iniciou seus estudos de piano aos oito anos, e, três anos depois, começava sua carreira. Aos dezoito, já tocava no exterior. Considerado um dos maiores intérpretes de Johann Sebastian Bach, teve como um dos pontos altos de sua carreira a gravação da obra completa para teclado desse gênio da música. Por problemas físicos, abandonou os palcos como pianista em 2002, mas não deixou a música de lado e retornou aos palcos em 2004, como maestro. Hoje, aos 74 anos, é regente e diretor-artístico da Bachiana Filarmônica Sesi-SP, já lançou 25 álbuns, escreveu uma autobiografia, intitulada A Saga das Mãos, é o único brasileiro a ter sua vida registrada por cineastas europeus por duas vezes, e conta com um registro foto-biográfico, lançado pela ONU. Quando João Carlos propôs criar uma orquestra apenas com o patrocínio da iniciativa privada, houve dúvidas se o projeto vingaria, mas já são mais de mil apresentações nos principais teatros do Brasil e do mundo. A qualidade dos músicos da Bachiana, selecionados entre as melhores orquestras brasileiras, tem sido muito elogiada. São profissionais que fazem questão de aprimorar seu talento com trabalho e estudo. A orquestra, fundada em 2004, não tardou a ganhar o merecido reconhecimento. Após cinco temporadas de apresentação pelo Brasil, encantou o público americano com cinco atuações de gala - duas no Carnegie Hall, em 2007 e 2008, e três, no Lincoln Center, em 2009, 2010 e 2011.