Nota ressalta prioridade a públicos já estabelecidos. Envio de doses pelo Ministério da Saúde também é citada. Veja à íntegra;
da Redação
Publicado em 08/05/2021, às 09h04 - Atualizado às 10h21

Após manifestação de trabalhadores portuários por todo o Brasil, inclusive no Porto de Santos, no litoral paulista, na manhã de sexta-feira, 7, o governo do estado se posicionou e manteve a recorrente discrição quando o assunto é ampliação de publico alvo na aplicação de imunizantes contra a covid-19.
O estado está na fase de transição do plano de enfrentamento, prorrogado ao menos até o próximo dia 23 de maio. A divulgação pelo governador João Doria (PSDB) coincidentemente foi no mesmo dia dos protestos.
Faça parte do nosso grupo no WhatsApp ➤ http://bit.ly/CNnoticiasdolitoral2 E receba matérias exclusivas. Fique bem informado! 📲
Por meio de nota o governo informou que, “mantém o compromisso de vacinar todos os integrantes dos públicos-alvo e de comunicar com total transparência o cronograma, sendo crucial a disponibilização de mais vacinas pelo Ministério da Saúde para as expansões fundamentais para que mais pessoas sejam imunizadas”
A nota ainda considerou a escassez de vacinas contra covid-19 no Brasil e o ritmo das entregas do governo federal ao estado de São Paulo. “A Secretaria de Estado da Saúde tem feito avanços na campanha, com a inclusão de novos públicos, considerando sempre o critério de priorização dos mais vulneráveis”, concluiu.
O protesto em Santos
Na Baixada Santista as reivindicações foram em frente à sede da Autoridade Portuária de Santos – SPA (sigla em inglês), sendo coordenadas pela Unidade Portuária, entidade que reúne os oito sindicatos da categoria. Não houve registro de violência.
Os manifestantes ressaltaram a essencialidade não só do trabalho no porto, em si, mas de todos do setor. O presidente do Sindaport – Sindicato dos Empregados na Administração Portuária Everandy Cirino confirmou já haver uma data para uma possível paralisação, mas ela ainda não foi divulgada.
“Se o governo estadual ou municipal não definir uma data para vacinação, nós vamos fazer uma greve, esse será o primeiro ato”.
Ele também destacou o comprometimento dos trabalhadores, que continuam expostos ao vírus.
“Desde o início da pandemia, os trabalhadores estiveram na linha de frente da movimentação portuária. Nenhum terminal e nenhum navio tiveram a operação prejudicada por causa dos portuários. Porém, até agora, a categoria aguarda pela vacina. Estamos preocupados com a nossa vida”, disse.
Plano São Paulo
Implantada há três semanas a fase de transição do Plano São Paulo de enfrentamento à pandemia foi estendida para até o próximo dia 23, que cai em um domingo. O governo divulgou redução no percentual diário de infecções e mantém a liberação classificada como gradual e segura das atividades.
A fase de transição mantém liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social. Parques estaduais e municipais também poderão ficar abertos, mas com horário das 6h às 18h.
Para evitar aglomerações, a capacidade máxima de ocupação nos estabelecimentos liberados prossegue limitada, mas com ligeiro acréscimo de 25% para 30%.
O toque de recolher continua nas 645 cidades do estado, agora das 21h às 5h, assim como a recomendação de teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horários para entrada e saída de trabalhadores do comércio, serviços e indústrias.