ALERTA COMOVENTE

Exausta de tanto negacionismo da covid, trabalhadora da Saúde de Santos faz desabafo tocante

“Não brinquem contra esse inimigo invisível, ele é cruel e sabe como devastar mil vidas por minuto", advertiu jovem auxiliar de enfermagem e pediu empadia


Da redação
Publicado em 30/03/2021, às 11h50 - Atualizado às 12h05


Relato da profissional da saúde comoveu e teve grande repercussão nas redes sociais Relato auxiliar de enfermagem - Imagem: Reprodução
Relato da profissional da saúde comoveu e teve grande repercussão nas redes sociais Relato auxiliar de enfermagem - Imagem: Reprodução


Uma auxiliar de enfermagem de Santos, no litoral de SP,  fez um desabafo sobre as agruras que o negacionismo da pandemia vem lhe impondo e pediu empatia de quem nega a hecatombe sanitária por que passa o país.

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“É uma luta de todos, todos contra um inimigo invisível, que muitos insistem em dizer que é apenas mais uma nova gripe, sem se importar com as catástrofes que isso tem gerado no mundo todo”, advertiu a mulher.

Bruna Reis, uma jovem auxiliar de enfermagem de um hospital de Santos, fez um relato sobre seu cotidiano que viralizou nas redes sociais regionais do litoral de São Paulo. Sem citar nomes, ela relatou situações pelas quais os profissionais da saúde passam e fez um apelo para que as pessoas percebam a gravidade da situação. “Não brinquem contra esse inimigo invisível, ele é cruel e sabe como devastar mil vidas por minuto. É triste ver uma mãe aflita por seu filho, sem poder tocá-lo, sem poder dizer que vai ficar tudo bem. Porque no final não sabemos se vai ficar. Não sabemos também dizer se aquele vai ser o último suspiro,  a última refeição,  a última medicação, a última lágrima, a última oração, ou as últimas palavras”, refletiu a profissional da saúde.

Relato da profissional da saúde comoveu e teve grande repercussão nas redes sociais Relato auxiliar de enfermagem (Imagem: Reprodução)



A mulher relatou a tristeza de ver a pandemia sendo negligenciada e negada, mesmo com a pandemia ceifando vidas aos milhares e devastando os sistemas de saúde. “É doloroso ver o descaso daqueles que não acreditam e ainda é mais doloroso ver as pessoas desesperadas por vagas, ou por oxigênio”, lamentou.

Argumentando que todos devem se engajar nesta “luta”, Bruna recusou a alcunha de herói dada aos profissionais de saúde. “Essa é uma luta de todos,  daqueles que estão na linha de frente,  daqueles que protegem os seus, daqueles que precisam e necessitam colocar alimentos nas bocas de sua família,  precisamos entender que essa é uma luta de todos”.  

Bruna enumerou os sentidos da ‘’luta’’ a que se referiu e fez um apelo a todos. “Hoje estamos no mesmo barco, e a nossa busca nesse momento é a de pulmões fortes, pulmões resistentes, pulmões saudáveis, pulmões leves e pulmões que lutam para sobreviver.  Façam a sua parte,  usem máscaras,  não façam festas clandestinas,  higienizem as mãos, e o principal: pratiquem o bom senso e a gentileza”.

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