ALMA SANTISTA

Conheça a história do santista Bartolomeu de Gusmão, inventor do primeiro balão a ar quente

Ilustre santista ficou conhecido como "Padre Voador" e é homenageado na cidade em nome de avenida e com uma estátua no centro histórico


Redação
Publicado em 21/10/2025, às 10h14

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Estátua de Bartolomeu de Gusmão em Santos
Estátua na praça Rui Barbosa, no centro histórico, homenageia Bartolomeu de Gusmão - Esther Zancan


É fascinante testemunhar um balão subir aos ares, não é mesmo? Um artefato impulsionado por ar quente aproxima o homem de seu maior sonho: ter a capacidade de voar. Mas, o que muita gente não sabe é que o inventor do primeiro balão a ar quente do mundo é santista de nascimento: Bartolomeu Lourenço de Gusmão.

O santista ilustre nasceu em 18 de dezembro de 1685 e ficou conhecido como ‘Padre Voador’. Além de sacerdote, foi o inventor do primeiro aeróstato do mundo, um balão que subia e deslizava pelo ar movido a calor. 

O invento surgiu a partir da própria observação de Bartolomeu de Gusmão: ainda menino, no litoral paulista, notou que as bolhas de sabão "voavam" por serem mais leves que o ar. E o mesmo ocorria com as folhas das árvores, papéis ou cascas de árvore quando lançadas ao fogo. Dessa forma, compreendeu que havia a possibilidade de desenvolver um objeto capaz de voar, e transportar pessoas.



E foi aplicando uma ideia no presente, quando muitos a deixaram para um futuro distante, que, em 1709, aos 24 anos, já um missionário católico vivendo em terras portuguesas e com fama de inventor, que Bartolomeu de Gusmão reuniu a corte em torno de si, nos pomposos salões do Paço da Ribeira, em Lisboa e deixou  boquiaberto D. João V e seus súditos com a apresentação de um balão feito por ele, aquecido por uma bola de fogo. Ele chegou a sobrevoar o salão real sem que estivesse preso a qualquer estrutura.

Não demorou para a notícia espalhar. Mas se por um lado a fama crescia, por outro a inveja caminhava ao seu lado. Acusavam-no de bruxaria, ligações com "cientistas" (eufemismo para ateísmo), e até uma carta em que supostamente renunciaria ao catolicismo para abraçar o judaísmo circulou na corte como prova da pouca ou nenhuma fé.

Temendo a morte, inevitável em tempos de Inquisição, Bartolomeu de Gusmão fugiu de Lisboa em direção à Espanha esperando chegar à Paris - onde residiam inventores. Mas, acabou falecendo na cidade de Toledo, na Espanha, em 18 de novembro de 1724, aos 38 anos. Seus restos mortais se encontram, atualmente, na Catedral da Sé, na capital paulista.



Homenagens

Em Santos, Bartolomeu de Gusmão é homenageado com seu nome na avenida da praia; com uma estátua na praça Rui Barbosa, no centro histórico, e com um totem na praça Mauá, que contém uma versão em 3D em realidade aumentada do balão inventado pelo santista.

Com informações de Fundação Arquivo e Memória de Santos e Ministério  da Ciência, Tecnologia e Inovação

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